quarta-feira, 14 de julho de 2010

REGULAMENTO DE CANTO DE CURIÓ - FEOSP 2010




*publicado em 09/07/2010





REGULAMENTO CANTO CURIÓ FEOSP 2010


Conselho Técnico FEOSP para Canto de Curió, que assina este regulamento.



Olivio Nishiura - S.Paulo-SP - curioanadias@globo.com
Luiz Sérgio da Silva - Marilia-Sp - serginhomarilia@hotmail.com
Junichi Yoemura - S.Paulo-SP - junichi.yonemura@itau.com.br
José Eduardo Puzziello - Bauru-SP - jepuzziello@uol.com.br
Luiz Carlos Lesen Ecalante - Jundiai-Sp - nova-metal@uol.com.br



1. - As normas e rotina deste Regulamento serão aplicadas a todos os Torneios Brasileiros, Regionais e Locais organizados e dirigidos pela FEOSP. Quaisquer divergências entre normas e rotinas deste regulamento em relação a qualquer outro específico prevalecem estas normas e rotina aprovadas pelo Conselho Técnico Feosp e Presidente.


2. - Os expositores do Estado de São Paulo, sem cartão magnético, não poderão participar em nenhuma hipótese do torneio. Expositores de outros Estados, onde não existe clube filiado à Federação, os pontos serão considerados desde que a inscrição tenha sido feita no site www.torneios.org.br


2.1 – Expositores: Nenhum nome de pássaro poderá ser trocado durante os Torneios.


2.1.1 - O pássaro que porventura venha a mudar de dono durante o decorrer do campeonato autoriza os envolvidos nesta troca a solicitar através do site www.torneios.org.br /contato ou oficio dirigido à Federação, a transferência para o novo proprietário, sem mudar o nome do pássaro durante o torneio. Encerrado o torneio em 05/12/2010, a transferência não poderá mais ser processada por falta de tempo hábil para as providências necessárias;


2.2 – Gaiolas no Recinto do Torneio:


A filiada patrocinadora deverá afixar faixas orientativas em pontos estratégicos, designar pessoas para proibir e orientar expositores e outros sobre a circulação de gaiolas abertasou fechadas, pássaros pendurados nas imediações das estacas, pássaros fora dos carros antes de ser chamado para estaca ou mesmo depois. Quando identificado, o pássaro perderá automaticamente seus pontos e o expositor estará suspenso dos próximos dois torneios subseqüentes. O Clube deve zelar para evitar esta pratica que ainda existe.


2.3 – Entrega dos Troféus: A entrega dos troféus no torneio de canto deverá ser no pé da estaca, imediatamente após a apuração dos resultados.


2.4 – Conferência de anilhas: Poderão ser conferidas as anilhas de todos os pássaros participantes ou de número menor mediante sorteio, cabendo esta decisão ao Conselho Técnico.


2.4.1 - Quando houver necessidade de conferência de pássaros específicos, somente poderá ser feita com a aprovação de um Conselheiro Técnico FEOSP.


3 - DA PREPARAÇÃO:


3.1 - Dos Locais dos Torneios: Os Torneios só poderão ser realizados em recintos protegidos do sol, da chuva, do vento, em ambiente claro, arejado e seguro.


3.2 – Do Ambiente do Torneio: Todo clube deverá indicar o local onde se realizará o torneio, pagando as taxas devidas, mantendo os sanitários dignamente limpos e com todo o material necessário, separados entre masculinos e femininos, serviço de bar e lanches aos expositores,
equipe de segurança onde houver estacionamento próprio ou externo e equipe de atendimento e recepção aos expositores, visitantes e demais criadores.


3.3 – Da Inscrição


3.3.1 – Especial


Somente a inscrição de curió será antecipada uma semana, ou seja, abertura na segunda feira anterior ao torneio às 12,00 horas e, encerramento na quarta feira, semana do torneio, às 12,00 horas. Todas as inscrições serão feitas pelo site www.torneios.org.br


3.3.2 - O valor da inscrição é de R$ 50,00 (cinqüenta reais) por pássaro e, deverá ser pago exclusivamente via boleto bancário, emitido no próprio sistema quando da inscrição.


O pagamento deverá ser feito até quarta feira, exclusivamente através do boleto, não haverá outro sistema de cobrança/recebimento.


O crédito será feito na conta da FEOSP para facilitar os Clubes e, na semana seguinte ao evento, o credito será repassado aos Clubes.


3.3.3 - A inscrição será aprovada mediante a apresentação dos seguintes documentos:


- relação atualizada dos pássaros emitida pelo SISPASS;
- licença de Transporte emitida pelo SISPASS destinada aquele evento;
- nota fiscal com termo de transferência, quando for o caso;
- o comprovante de pagamento da inscrição.
- Quando o pássaro for de outro Estado, apresentar GTA (Guia de Transportes de Animais).


3.3.4 - Nenhum pássaro poderá ser inscrito no mesmo torneio em duas categorias.


3.3.5 – Pássaro de outrem: - O expositor para inscrever pássaro que não seja de sua posse deverá apresentar:


- inscrição em nome do proprietário;
- relação oficial de passeriforme do proprietário;
- licença de transporte do SISPASS/IBAMA, em seu nome;
- Se for oriundo de criador comercial, apresentar a nota fiscal mesma em nome do proprietário com termo de transferência se for o caso.


Obs. qualquer dos itens não cumprido, a inscrição não será aceita, mesmo que o pagamento tenha sido feito.


3.4 - Do Horário:


3.4.1 - Os Torneios de curió terão inicio às 07h30mi, horário de Brasília-DF.O local de realização das provas deverá estar aberto aos expositores a partir das 06 horas.


3.4.2 – Horário da recepção ficará a critério da entidade filiada, com divulgação de local no mínimo uma semana de antecedência.


3.5 - Das Estacas: As estacas deverão ser de metal na cor cinza, branca ou inox e sem decoração, com gancho chato e base firme de forma a não permitir que a gaiola balance.


3.6 - Da Disposição: As estacas serão dispostas de maneira que uma categoria em hipótese alguma tenha contato visual ou sonoro com outra, independente da categoria.


3.7 – Todas as estacas deverão ser delimitadas por uma faixa (não pode ser zebrada) ou cordão de isolamento, com distância mínima de três metros entre os expositores, visitantes e as gaiolas.


3.8 - Compete ao mesário conferir o preenchimento completo e legível do cabeçalho. As inexatidões dos dados fornecidos poderão levar os respectivos pássaros à desclassificação.


4 - COMPETE A PATROCINADORA DO TORNEIO:


4.1 – Divulgação do:


4.1.1 – Local do Torneio facilitando o acesso com placas, mapas, etc.;


4.1.2 – Local da Recepção;


4.1.3 – Hotéis com Preços e Opções;


4.1.4 - Evento no grupo FEOSP e torneios.org. br.


4.2 – Da organização:


4.2.1 – Indicação com antecedência dos Diretores de Canto local que irão dar suporte quando necessário;


4.2.2 – Providenciar as mesas, cadeiras, protetores de chuva/sol, se for o caso, estacas, pastas, cronômetros, numerador de chamada, canetas e, disponibilizar todo material no local da competição;


4.2.3 – Confirmar com antecedência, junto ao Conselho Técnico os Juízes, Mesários e, se for o caso, Juízes Auxiliares para todas as modalidades;


4.3 – Segurança:


4.3.1 – Policia Militar e vigias dentro do Recinto;


4.3.2 – Estacionamento sombreado.


4.4 – Apoio:


4.4.1 – Lanche para os juízes no horário entre 10:00 e 10:30hs; (neste momento ocorrerá a parada técnica de 15 minutos)


4.4.2 – Fazer cumprir horário de inicio; (7,30 horas)


4.4.3 – Placas internas no recinto indicando a localização das estacas;


4.4.4 – Pagamentos (reembolsos) das despesas acordadas com os juízes.


4.5 – Técnica:


4.5.1 – Cadastramento de imediato dos resultados no site


5 – JUÍZES:


5.1- Nos torneios dentro e fora do Estado de São Paulo, a Mesa Julgadora será composta de um juiz titular, um juiz auxiliar pré- escalado pela FEOSP e, um mesário da cidade patrocinadora, porém, se o Conselho Técnico Feosp achar necessário, poderá utilizar dois ou mais juízes e, as notas serão somadas e divididas


5.2. Credenciamento: Somente o Conselho Técnico poderá solicitar à Diretoria, a emissão de Carteirinha para Juiz.


5.2.1 – Os Juízes serão indicados pelo Conselho Técnico de cada categoria com aprovação da Diretoria FEOSP.


5.3 – Os Juízes deverão ser, de preferência, próximo da região para otimizar distâncias e, com isto, reduzir gastos com transporte e hospedagem.


5.4 – São incumbências dos Juízes e Mesários:


5.4.1 – Avisar no início do torneio que entre 10 e 10,30 horas (horário do lanche) haverá parada técnica de quinze minutos. (item 4.4.1)


5.4.2 - O tempo de apresentação para cada participante será de cinco minutos e, a contagem terá inicio no máximo vinte segundos após o expositor adentrar o ambiente da estaca, juízes e mesário.


5.4.3 - Caso o número de inscrições por categoria ou estaca ultrapasse quarenta e não atinja sessenta, o tempo será reduzido para quatro minutos de apresentação e, a contagem também terá inicio no máximo vinte segundos após o expositor adentrar o ambiente da estaca, juízes e mesário.


5.4.4 - Ultrapassando sessenta inscrições, a prova será realizada em duas estacas e, neste caso a inscrição original será considerada pré-inscrição.


Se as pré-inscrições não tiverem seqüência contígua, haverá reagrupamento para facilitar a divisão exata de pássaros para cada estaca.


Após o reagrupamento, a quantidade será dividida por dois e, uma metade será chamada de estaca A, com todos pré-inscritos nos números impares e a outra metade de estaca B, com todos inscritos nos números pares, com mesa julgadora diferente e, os resultados serão considerados como se houvesse dois torneios distintos no mesmo dia.


5.4.5 – Aplicando-se o item 5.4.4 e, como é sabido não haver tempo hábil para providencias de troféus, será promovido pelo Conselho Técnico um sorteio, cara ou coroa e, o troféu será entregue à estaca vencedora.


5.4.6 - A partir do inicio da contagem do tempo, o pássaro, independente do motivo, somente poderá ser retirado antes do tempo com autorização do juiz sob pena de desclassificação imediata.


5.4.7 – Nenhum pássaro poderá receber qualquer tipo de estimulo para cantar ou não cantar, depois de adentrar o recinto destinado aos juízes, mesário e estaca, sendo desclassificado de imediato.


5.4.8 - O pássaro não poderá ser interrompido enquanto estiver cantando, mesmo vencido seu

tempo.


5.4.9 - Apresentação: chamar pelo número e/ou nome do pássaro em voz alta por um minuto antes do número ou nome subseqüente.


5.4.10 - O juiz deverá chamar o próximo participante durante dois minutos, de forma intercalada, depois de encerrado o tempo do pássaro anterior. Não se apresentando, será observado no mapa: Não compareceu.


5.4.11 – A ordem de inscrição, uma vez estabelecida, não poderá ser trocada, mesmo que seja de comum acordo entre os expositores. Será afixada em lugar visível a ordem de apresentação.


5.4.12– O mapa deverá ser apresentado legível, com assinatura do juiz e mesário, sem nenhum tipo de rasura.


5.4.13 - Antes de dar início à contagem de tempo, verificar se o pássaro está anilhado, com água, alimentação, placa de identificação conforme normativa do IBAMA, ficando a banheira a critério do expositor, porém a Gaiola não poderá estar revestida com saia ou capa protetora. Esta verificação poderá ser feita pelo Mesário ou Juiz.


5.4.14 – Manter os expositores fora da corda de isolamento e coibir as manifestações (discursos) durante a apresentação do pássaro;


5.4.15– Anunciar o resultado em voz alta ao término de cada modalidade, incluindo aqui a nota obtida pelo pássaro;


5.4.16 – Todo esclarecimento ao expositor deverá ser feito individualmente, devendo recorrer ao mapa para auxilio se for necessário, mesmo no caso de desclassificação.


5.4.17 – Toda e qualquer ficha de julgamento pertence aos arquivos do Clube, portanto não poderá ser levada pelos juízes.


5.5 - Pássaros de propriedade do Juiz:


O Juiz poderá apresentar seus pássaros nas Categorias onde o mesmo se apresenta como Juiz, desde que o pássaro não participe da avaliação (não receba nota) classificatória.


Se o objetivo for marcar presença para classificar no Torneio dos Campeões, deverá fazer a inscrição normalmente para poder apresentar o pássaro na estaca. Caso não seja respeitada esta imposição do Regulamento, o pássaro será eliminado do Campeonato e seu proprietário será penalizado.


6 – PONTUAÇÃO:


6.1 – A pontuação está unificada para todas as categorias de Canto, conforme segue:


Primeiro lugar – 10 pontos Sexto lugar – 5 pontos
Segundo lugar – 9 pontos Sétimo lugar – 4 pontos
Terceiro lugar – 8 pontos Oitavo lugar – 3 pontos
Quarto lugar – 7 pontos Nono lugar - 2 pontos
Quinto lugar – 6 pontos Décimo lugar – 1 ponto


7 – CRITÉRIOS PARA DESEMPATE:


7.1 – Empate na competição:


7.1.1 – maior número de primeiros lugares na temporada;


7.1.2 – maior número de segundos lugares na temporada;


7.1.3 - maior número de inscrições, ou seja, aquele que mais participou da competição;


7.1.4 - O último critério é o da idade: o expositor mais velho ganha.


7.2 - Empate no Torneio:


7.2.1 – O critério para desempate no torneio será o sorteio entre os dois expositores ou mais.


8 – TROFÉUS:


Os vencedores de Canto Curió em todas as categorias receberão troféus conforme abaixo:


Praia Grande Preto Clássico com repetição - 05


Praia Grande Preto Clássico sem repetição - 05


Praia Grande Pardo Clássico com repetição - 05


Praia Grande Pardo Clássico sem repetição - 05


9 – DA PREMIAÇÃO FINAL E FESTA DE ENCERRAMENTO DA TEMPORADA:


(Torneio Brasileiro)


9.1 - Os recursos para premiação serão administrados pela Federação.


9.2 - O valor da inscrição será de R$ 50,00 (cinqüenta reais), sendo que será repassado ao Clube o valor de R$ 12,00 (doze reais) para custeio do torneio e, o restante será utilizado para pagamento das despesas com os juízes.


9.3 - A festa de premiação do Brasileiro, data e local será informada posteriormente.


9.4 - Os recursos para premiação dos Curiós terão sua origem nas iniciativas no grupo formado especificamente para tal fim, tanto para o Torneio dos Campeões como para os Campeões Brasileiros.


A premiação do Torneio dos Campeões será entregue no dia 19/12/2010 no Balneário de Comburiu-SC ao término da competição.


9.5 – As homologações dos Campeões serão feitas pelos Consultores Técnico juntamente com o Presidente e, publicada no site da FEOSP logo após o término da competição.


9.6 – Somente serão homologados pássaros que participarem de metade mais um de todas as etapas realizadas dentro da sua categoria.


9.6.1 - Nenhum pássaro poderá ser campeão em duas categorias ou ainda Com e Sem
repetição. Caso o pássaro some a mesma quantidade de pontos com e sem repetição, será classificado “Com repetição”.


9.7 – Canto:


9.7.1 – Curió Praia Clássico, e Pardo será premiado os campeões e os classificados até quinto lugar.


9.7.2 - Curió Canto Praia Grande, serão premiados o Campeão e Vice.


10 - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS:


10.1 - Todos os criadores/competidores presentes deverão estar atentos em proteger os seus pássaros para que não sejam assustados, não deixando que se aproximem das gaiolas, crianças, pessoas portando chapéus, bonés ou similares, guarda-chuva, animais e outros;


10.2 - Fica terminantemente proibida a presença de pessoas embriagadas, mesmo sendo criadores/competidores e, se houver insistência, o pássaro do mesmo será desclassificado pelo Juiz e suspenso dos próximos dois torneios subseqüentes.


10.3 - Qualquer reclamação deverá ser feita por escrito, ao Conselho Técnico correspondente à categoria que encaminhará à Diretoria, para a tomada das providências cabíveis;


10.4 - No caso de qualquer desacato à autoridade dos Juízes, o Presidente da entidade promotora do torneio ou o Conselheiro Técnico encaminhará ao Presidente da Federação um relatório, expondo os problemas surgidos, que depois de assegurada a ampla defesa dos envolvidos, emitirá o seu parecer conclusivo;


10.5 - Todo proprietário de pássaro será responsável pela segurança e proteção de seu respectivo pássaro. A Federação e o Clube Promotor do evento não serão responsabilizados em caso de eventuais ocorrências de acidentes, furtos ou outros imprevistos que possam ocorrer nos ambientes de torneio.


11 - DOS CASOS OMISSOS:


11.1 – Em caso de dúvida, sobre a interpretação deste Regulamento, casos omissos e ou fatos novos no momento do torneio, o impasse será resolvido pelos Consultores Técnico presente. Este procedimento valerá para todos os tipos de ocorrências nos Torneios da FEOSP e, deverá a partir de alguma ocorrência que justificar fazer constar no próximo Regulamento.


11.2 – Os impasses que não puderem ser resolvidos no momento do evento serão resolvidos pela Diretoria da Federação com comunicação posterior da decisão aos envolvidos.


12 – AGRESSÃO:


Toda e qualquer agressão física, independente do motivo e análise, fica de antemão o agressor suspenso por um ano da Federação, perdendo todos os pontos na competição atual, sem direito de recorrer da decisão e sem nenhum tipo de ressarcimento. Ficando para análise do Presidente da Federação a possibilidade de aumento da pena.


13 – Solicitações de Placas de homenagens, deverão ser encaminhadas para Federação por carta ou e-mail , para aprovação.


REGULAMENTO GERAL DE CANTO CURIÓ PRAIA GRANDE


1 - CATEGORIAS:


1.1 - Categoria A - Praia Grande Clássico com repetição e sem repetição;
1.2 - Categoria B - Praia Grande Pardo Clássico com repetição e sem repetição

2 - Requisitos Obrigatórios:

2.1–Categoria- A e B -Praia Grande CLÁSSICO: PRETO e PARDO Entrada de Canto, Notas de Ligação, Quim Quim, Samaritá e Batidas de Praia.

2.1.1 - Entrada de Canto: é obrigatório emitir pelo menos 50% (cinqüenta por cento) das cantadas durante a sua apresentação, caso contrário será considerado fora de prova. (exceto Linha Xodó e Patrício).

2.1.2 – Notas de Ligação, Quim Quim e Samaritá. Poder ser emitidas com uma nota, ou não ser emitidas, desde que predomine uma quantidade superior a 70% de todos os cantos com duas notas, caso contrário será considerado fora de prova.

2.1.3 – Batidas de Praia: deverão ser emitidas com duas ou mais notas, na passagem de canto ou no arremate, que serão consideradas para efeito de colocação de notas e apresentação.

2.1.4 – Durante a sua participação, deverá emitir no mínimo 2 (duas) cantadas, composta do módulo de entrada de canto e módulo de repetição.

2.1.5 - Caso um competidor apresente um curió que cante a linha Xodó ou Patrício, deverá ser julgado como tal em qualquer das duas categorias.

2.1.6 – CANTO COMPLETO:

Será considerado Canto Completo o curió que fechar o canto com no mínimo 2 (duas)* notas de batidas de Praia, ou ultrapassá-las cortando o canto posteriormente.

2.1.7-CANTO

Corresponde ao número de cantos ”com ou sem repetição” que o curió emite em uma cantada.

2.1.8 - CANTADA

Corresponde a todas as vezes que o curió inicia e termina uma cantoria ”com ou sem repetição” durante sua apresentação.

Exemplo:

- Se um curió durante a sua apresentação emitir somente duas cantadas de 5 (cinco) cantos, ou seja, 5 (cinco) repetições, ele emitiu um total de 10 (dez) cantos.
Suponhamos que ele falhe uma nota no primeiro canto de cada cantada, significa que ele falhou duas vezes a mesma nota.

Portanto:

- 2 (duas) cantadas de 5 (cinco) cantos = 10 cantos
- 2 (duas) falhas no primeiro canto = 20% de falha
- Este curió deverá permanecer nesta categoria porque emitiu 80% de todas as notas, recebendo uma nota do juiz de zero a dez.

2.2 - PURRÚ ou RASGADA – Serão consideradas deficiência quando o curió emitir Purrú ou Rasgada na divisão de canto. Quando emitir Purrú ou Rasgada em “R” antes da Entrada de Canto ou no arremate após as Batidas de Praia, não será considerado defeito.

3 - REQUISITOS QUALITATIVOS

Além dos requisitos obrigatórios, deverão ser considerados para efeito de atribuição de notas, análise de coesão e harmonia, os seguintes requisitos para todas as categorias:

3.1.1 - Voz

3.1.2 - Andamento de Canto (nitidamente moderado);

3.1.3 - Melodia;

3.1.4 - Colocação de notas;

3.1.5 - Notas mais longa;

3.1.6 - Passagem de Canto com balanço;

3.1.7 – Arremate (fechamento de canto) com no mínimo 2 (duas) notas de batida de praia com ou sem purrú;

3.1.8 - Apresentação (disposição e repetição);

3.2 - DEFEITOS OU DEFICIÊNCIAS

3.2.1 - Serão considerados defeitos ou deficiências de canto os seguintes itens, com observância do número de vezes, intensidade e a posição em que defeitos ou deficiências ocorrem:

a) – Samaritá em fit fit, pouco destacado ou semelhante;

b) – Aberturas (que quél, tais-tais, quaiaquil e outras) ;

c) – Remontagem de canto (quim quim tói);

d) --Vícios, notas estranhas, rasgada ou purrú na divisão de canto.

e) -Voz muito fina ou muito grossa, musicada, rouca, metálica, com chiado ou com sotaque de

outras categorias diferentes de Praia Grande;

f) –Perdidas (destoarão do canto);

g) – Retorno de Canto

4 – CONTAGEM DE REPETIÇÃO

As repetições deverão ser contadas somente nos Módulos de Repetição, sem considerar o Módulo de Entrada.

4.1 - Curió Repetidor:

Será classificado como repetidor, o curió que durante sua apresentação der no mínimo 2 (duas) cantadas com repetição (um módulo de entrada, mais 4 módulos de repetição).

4.2 –Curió não Repetidor

4.2.1 - Será classificado como não repetidor, o curió que durante a sua permanência na prova não der 2 (duas) cantadas com repetição.

4.4 – CRITÉRIO PARA CONTAGEM DE REPETIÇÃO:

Categoria PRETO CLÁSSICO

a) A contagem de repetições não será interrompida quando o curió dividir o canto com purrú, rasgada (arrasto), descarga etc;

b) A somatória das repetições será composta apenas por parcelas iguais ou superiores a 4 (QUATRO) módulos de repetição.

c) As repetições devem ser contadas nos Módulos de Repetição, fechando o canto com no mínimo 2 (duas) notas de Batidas de Praia, ou ultrapassá-las cortando o canto posteriormente.

d) Após passar por repetidor, não será necessário continuar contando as demais repetições.
No entanto, todas as repetições serão consideradas para efeito de nota, no quesito apresentação;

4.5 - Categoria B - Praia Grande PARDO CLÁSSICO

4.5.1 - Deve possuir mais de 50% de cor parda e, em caso de dúvida sobre essa porcentagem, consultar o Diretor ou Coordenador Técnico antes de fazer sua inscrição.

4.5.2 - CRITÉRIO PARA CONTAGEM DE REPETIÇÃO:

Categoria PARDO CLÁSSICO:

a) Deve seguir os mesmos critérios da categoria Praia Preto Clássico acima, alterando a quantidade de 4 (quatro) para 3 (três) módulos de repetição

5 - Atribuição de Notas:

5.1 - Receberão notas todos os curiós de acordo com a sua categoria, ficando sempre 1 (um) curió pré-classificado, caso haja alguma desclassificação após o término do torneio;

5.2 - Dependendo de sua aprovação, o curió em julgamento receberá do juiz uma nota variável de 0 (zero) a 10 (dez), considerando-se as frações.

- SISTEMA DE ATRIBUIÇÕES DE NOTAS PARA JUÍZES:

6.1 - Requisitos Qualitativos:

1º - Voz de 0 a 10

2º - Andamento de 0 a 10

3º - Melodia de 0 a 10

4º - Apresentação de 0 a 10

5º - Colocação de Notas de 0 a 10

6.2 - Deduções:

1º - Nota estranha, ou rasgada / purrú na divisão de canto - 0,50 cada

2º - Retorno de canto - 0,50 cada

3º - Abertura - 1,00 cada

4º - Remontagem, (quim quim tói) - 1,00 cada

OBS. Se o curió der notas estranhas, ou rasgada / purrú na divisão de canto, retorno de canto, abertura ou Remontagem de Canto (quim quim tói), não descontar na colocação de notas e sim da nota final, caso contrário será penalizado duas vezes.

REGULAMENTO CURIÓ CANTO PRAIA GRANDE

Segue com base no mesmo regulamento de Canto Curió Praia Clássico, alterando os seguintes requisitos:-

1 - Requisitos Obrigatórios:

1.1.1 – Entrada de Canto: O curió poderá emitir o bloco de notas de entrada do canto ou não. Será observado para efeito de avaliação na colocação das notas e apresentação.

1.1.2 – Notas de Ligação, Quim Quim e Samaritá: poderão ser emitidas ou não. Quando emitida com uma ou duas notas será observado para efeito de apresentação.

1.1.3 - Batidas de Praia, deverão ser emitidas com no mínimo 2 (duas) notas e serão consideradas para efeito de colocação das notas e apresentação.

1.1.4 - Durante a sua participação, deverá emitir no mínimo duas cantadas completas.
Obs.: O curió Praia Clássico que se apresentar nesta prova será considerado fora de prova.

1.1.5 - Caso um competidor apresente um curió que cante a linha Xodó ou Patrício, deverá ser julgado como tal em qualquer categoria.

NB - Nesta prova de Praia Grande, deverá ser descontado (da nota final) 1 (um) ponto para cada abertura.

2 - SISTEMA DE ATRIBUIÇÕES DE NOTAS PARA JUÍZES:

2.1 - Requisitos Qualitativos:

1º - Colocação de Notas de 0 a 10

2º - Voz de Praia de 0 a 10

3º - Melodia de 0 a 10

4º - Andamento de 0 a 10

5} – Apresentação de 0 a 10

DEDUÇÕES:-

1º - Notas estranhas, vícios, rasgada ou purrú na divisão de canto - 0,50 cada

2º - Retorno de canto - 0,50 cada

3º - Abertura - 1,00 cada

OBS1. Se o curió der notas estranhas, rasgada ou purrú na divisão de canto, retorno de canto, abertura, não descontar na colocação de notas e sim na nota final.

OBS2. Se a média de inscrições nesta temporada não atingir dez pássaros a categoria não participará da temporada 2011.

NOTAS DO CANTO PRAIA CLÁSSICO-PRETO E PARDO

Ti Tu-í, té té, Quim Quim tói, té té, Tué Tué
Quim Quim, té té, Uil Uil, té té, Quim Quim tói, té té, Tué Tué

NB - Para análise dos 30% da não emissão de notas, verificar a coincidência do módulo de entrada, com o módulo de repetição.

Ex: Se o curió deixa de emitir um “té” no início: Ti Tuí,té __ ,Quim Quim... equivale ao mesmo “té” que vem após o samaritá :Uil Uil,té __ ,Quim Quim...

Módulo de Entrada

Ti tu-í Notas de entrada de canto
Té té 2 notas de preperação ou ligação
Quim Quim tói 2 notas de quim quim com tói
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Tué Tué 2 ou mais notas de batidas de praia

Módulo de Repetição primeiro canto

Quim Quim 2 notas de quim quim
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Uil Uil 2 notas de samaritá
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Quim Quim tói 2 notas de quim quim com tói
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Tué Tué 2 ou mais notas de batidas de praia

Módulo de Repetição segundo canto

Quim Quim 2 notas de quim quim
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Uil Uil 2 notas de samaritá
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Quim Quim tói 2 notas de quim quim com tói
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Tué Tué 2 ou mais notas de batidas de praia

Módulo de Repetição terceiro canto

Quim Quim 2 notas de quim quim
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Uil Uil 2 notas de samaritá
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Quim Quim tói 2 notas de quim quim com tói
Té té 2 notas de preparação ou ligação
Tué Tué 2 ou mais notas de batidas de praia

INSTRUÇÕES AOS JUÍZES DE CANTO PRAIA GRANDE:

- O juiz pré-escalado pela Federação que por algum motivo não for atuar, deverá comunicar ao Coordenador de Canto Praia, em no mínimo, 5 (cinco) dias antes do torneio.

- Para o bom andamento dos torneios, o Coordenador de Canto Praia Grande da Federação solicita aos juízes a leitura do Regulamento, que deverá ser seguido na íntegra e para que se tenha um julgamento justo e perfeito.

- Além do cumprimento do regulamento, os juízes devem observar os seguintes pontos:

a) Contagem de repetições: ausência de Samaritá, (quim quim tói), e aberturas: o juiz titular autorizará o juiz auxiliar na contagem dos itens acima, ou somente aqueles que achar necessário;

b) Na categoria de Curiós Praia Grande Pardo Clássico: antes de dar início à contagem de tempo, verificar se o pássaro está dentro dos parâmetros, isto é, possuir obrigatoriamente mais de 50% de cor parda;

c) Aberturas: anotar com rigor as aberturas, porém analisar bem, a fim de não confundir com arrastos ou rasgadas, bem como pialadas ou notas estranhas;

d) Fora da Prova: quando o pássaro estiver fora da categoria na qual foi inscrito, anotar no mapa “Fora da Prova”. O participante somente tomará conhecimento quando for afixado o mapa. No entanto, o juiz deverá permanecer no local durante 15 minutos após o final da prova e deverá estar preparado para dar esclarecimentos, bem como instruir o participante se for procurado. Este esclarecimento só poderá ser dado exclusivamente ao proprietário e com referencia somente ao seu curió.

e) Nota de Canto: não diminuir a nota que deverá ser atribuída à categoria do curió em função de Notas Estranhas, Rasgada ou Purrú na Divisão de Canto, Retorno de Canto, Aberturas ou Remontagem ("quim quim tói"), pois o mesmo já é penalizado com a dedução da nota final obtida. Caso contrário, será penalizado 2 (duas) vezes.

REGULAMENTO PARA OS PARTICIPANTES DO TORNEIO DOS CAMPEÕES:

Primeira Final será em S. JOSÉ DOS CAMPOS-SP no dia 12-12-2010.

Segunda Final será em_BALNEÁRIO CAMNBORIÚ-SC no dia 19-12-2010

1 – Para competir:

Para competir no Torneio dos Campeões, tanto o expositor como seu pássaro, precisam ter cumprido todos os requisitos exigidos no Regulamento FEOSP 2010, além de continuar cumprindo, tanto na primeira final (12/12/2010) como na segunda (19/12/2010).

1.1 - O Cartão Magnético tem que estar em vigor, caso contrário fica vedado a participação.

1.2 – Somente será classificado o pássaro que participar de metade mais uma de todas as etapas do Torneio Brasileiro FEOSP ou do Torneio Sul Brasileiro.

1.3 – Nenhum pássaro poderá participar do Torneio dos Campeões havendo qualquer tipo de reclamação ou pendência junto à Federação. Havendo alguma pendência a DIRETORIA se reunirá em convocação extraordinária no dia 07/12/2010 para liberação sobre o assunto, e, neste mesmo dia o reclamante será informado por carta, e-mail ou telefone, além de ser disponibilizada no SITE da Federação a decisão.

2 – Serão Classificados:

2-1 - Os (dezessete) melhores classificados na categoria Praia Clássico com repetição; sendo 12 pela FEOSP e 5 pelo Torneio Sul Brasileiro

2-2 – Os (doze) melhores classificados na categoria Praia Clássico sem repetição; sendo 9 pela FEOSP e 3 pelo Torneio Sul Brasileiro.

2-3 - Os (onze) melhores classificados na categoria Praia Pardo com repetição; sendo 8 pela FEOSP e 3 pelo Torneio Sul Brasileiro.

2-4 – Os (dez) melhores classificados na categoria Praia Pardo sem repetição; sendo 8 pela FEOSP e 2 pelo Torneio Sul Brasileiro.

2-5 - Este número não será alterado em nenhuma hipótese, já que não existe a possibilidade de empate nos classificados.

3 – Classificação Final:

3-1 - A classificação final será a soma das notas conseguidas na 1º final em (12/12/2010) e na 2º final em (19/12/2010), dividido por dois, usando-se a quantidade de decimais necessárias para desempate, e se houver dizima periódica composta, o pássaro melhor classificado no torneio Brasileiro será o vencedor. Se um pássaro repetir numa etapa e não repetir, ou não cantar na outra será considerada para efeito de classificação no Torneio a maior nota, e dividida por dois.

3-2 – Serão premiados os 5 (cinco) curiós melhores classificados nas suas respectivas categorias: Praia Clássico Preto com e sem repetição e Praia Clássico Pardo com e sem repetição.

4 – Sistema de Atribuições de notas.

Sistema de Atribuições de notas pelos Juízes será o mesmo do Regulamento FEOSP utilizado no Torneio Brasileiro.

5 – Juízes e procedimentos:

Serão convocados para estas duas etapas:

5.1 - 7 (sete) juízes Federados, sendo 5 da FEOSP e 2 do SUL Os juízes darão as notas de 0 a 10 para cada quesito, considerando as frações e as deduções;

5.1.1 - 1 (um) coordenador; Após a apresentação de cada curió o coordenador recolhe as notas (fichas) e entrega para o primeiro mesário;

5.1.2 - 3 (três) mesários; sendo 2 da FEOSP e 1 do SUL

5.1.3 - Primeiro mesário processa a nota com seus respectivos pesos, passando para o local correto na ficha, deduz notas negativas se houver; (este procedimento será feito com um programinha do note book).

5.1.4 - Segundo mesário: transcreve do note book para ficha manual.

5.1.5 - Terceiro mesário: confere a ficha de apuração manual passada pelo segundo mesário.
Obs.: Todos ficarão incomunicáveis entre si.

6 - Notas

Das 7 (sete) notas apuradas, serão eliminadas a maior e a menor nota e das cinco restantes válidas será apurada a média que será a nota definitiva de cada pássaro.

7 – Tempo de Apresentação

O tempo de apresentação será 6 (seis) minutos.

8 – Horário:

O início do Torneio será as 7:30 horas.

9 – Das provas:

As provas do Clássico Preto e Pardo serão na mesma estaca e a ordem de chamada alternada, começando pelo Pardo. Terá preferência na ordem de chamada, o pássaro que melhor se classificou no Torneio Brasileiro.

10 – Os casos omissos serão resolvidos durante a competição pela Diretoria FEOSP presente na competição.

FIM


quinta-feira, 8 de julho de 2010

ENTREVISTA: CRIADOURO FLORESTA

Foto: Valter e Percy no criadouro



Olá, estamos de volta com a série de entrevistas de criadores de curió praia grande clássico. Hoje trazemos até vcs o Criadouro Floresta (http://www.criadourofloresta.com/) do nosso amigo, criador e juiz de canto José Percy Manfrin Cardoso, mas conhecido como Percy, que com o Valter Gonçalves formam importante parceria na criação que se desenvolve na Cidade de Limeira/SP.


Segundo Wikipédia, essa "cidade foi grande centro cafeicultor no século XIX, também foi conhecida por Capital da Laranja e Berço da Citricultura Nacional, dados o pioneirismo e a grande produção citrícola que o município desenvolveu. Mais recentemente a economia rural da cidade destaca-se pelo cultivo de cana-de-açúcar e pela produção de mudas cítricas. No ramo da indústria, que possui maior importância na economia municipal, Limeira se destaca nas áreas de metalurgia, metal-mecânica, autopeças, vestuário, alimentos, cerâmica, papel e celulose, embalagens, máquinas e implementos. Recentemente, a cidade tem se destacado especialmente na área de joias folheadas, atraindo atenção de pessoas de todo o mundo. Possui também expressivas fazendas históricas que atualmente movimentam o turismo rural e ecológico na cidade". Confira a entrevista abaixo:


CC&T - Quando começou a criar? Iniciou logo com curiós ou não? É criador amadorista ou comercial? Há quanto tempo?

P - O criadouro Floresta teve inicio, na cidade de Limeira-SP, em meados de 2006, com a parceria entre Percy e Valter, sempre criamos Curió. Já estamos indo para 5ª temporada.



CC&T - Descreva para nós como é a estrutura do seu criadouro/criatório, no que diz respeito a compartimentos da criação, ou seja às suas instalações propriamente ditas ?

P - O criadouro é dividido em 3 residências. A de Criação onde ficam as fêmeas. Outra onde ficam os galadores, e a última residência onde ficam os pardos para o ensinamento do Praia Grande Clássico, junto a eles sempre um curió que usamos de mestre de cantoria refinada.


CC&T - O seu plantel é formado por quantas fêmeas e machos?

P - O plantel atualmente tem 32 fêmeas, entre elas 11 que são criadeiras, e 6 machos, entre eles, 4 são galadores.



CC&T - Geneticamente falando, qual a base da raça com que trabalha?

P - As Genéticas usadas no criadouro Floresta são muitas, mais como foco principal a base é na raça Matuto, Soberano, Prata, Bugre, etc.



CC&T - A sua criação é voltada exclusivamente ou não para curiós Praia Grande Clássicos?

P - A criação e o encarte dos pardos são voltados exclusivamente para a Cantoria Praia Grande Clássico.


CC&T - Conte para nós como se dá o seu trabalho de vetorização de canto, englobando a questão de CD, ambiente, falante e o manejo propriamente dito ?

P - A vetorização é feita no Selo Prata desde o primeiro dia de vida dos Filhotes junto com a mãe, depois de sexados e separados aos 28/32 dias são levados para a residência onde escutaram o curió mestre. Atualmente Curió Conde Prata, curió de bom comportamento, firme nas notas, com pialadas e rasgada muito boa. Auto falantes são 3 usados do Honda, grataner, e ferrite. Seguro os pardos encapados ate o momento oportuno.


CC&T - O desmame vc costuma realizar com que idade do filhote ?

P - A separação do filhote da fêmea entre 28/32 dias.


CC&T - Quando normalmente vc começa e para de criar a cada temporada ?

P - O inicio da criação se dá de meados de agosto ao final de fevereiro, produzindo a cada temporada de 20 a 40 filhotes.


CC&T - Nos diga algumas de suas principais fêmeas e galadores, bem como se possível as suas ascendências ?

P - Entre os machos podemos destacar o curió Roberto Carlos, filho do matuto 109 x 7 Xodó, curió que tem transmitido característica muito boa para filhos e filhas.

O Iguaçu filho bugre x caiçara.
Curió que andou se classificando nos torneios brasileiros, participando da temporada 2007 e se classificando para o torneio dos campeões de 2007. http://www.youtube.com/watch?v=w1vFi2hacPk

O curió Boa Esperança, filho de Xororo x Pantaneira, também tem papel importante desde o início do criadouro, esta galando as fêmeas e é o pai do curió Conde Prata.

Entre as fêmeas destaco Araçá - Tabajara x Carola, Grazy – Pimpolho x Cidinha, Brasileira- Brasileiro x B. esperança, 7 Xodozinha- Matuto 68 x 7 xodó e Sombra – Boa esperança x Grazy.


CC&T - Tem algum curió da sua criação que já tenha sido revelação ? Em caso positivo cite para nós o seu nome, genética e eventual conquista ?

P - Os destaques dos filhotes que nasceram no criadouro Floresta, são Tyson- Roberto Carlos x 56zinha, Conde Prata- Boa Esperança x Maia, Maximus – Roberto Carlos x Grazy, e o curió Benhur- Roberto Carlos x Araçá – que infelizmente morreu, desta mesma cruza tem o curió 7 xodó que esta com o Shoit, e também o curió Roberto Carlos x Araçá, que esta com o Fraga com nome de:



CC&T - Como criador regularmente cadastrado no IBAMA, seja amadorista ou comercial, mas preservacionista por excelência, vc tem enfrentado algum tipo de problema no relacionamento com a Autarquia ?

P - Sobre o IBAMA particularmente não tenho problemas com Autarquia.


CC&T - O que pode sugerir para aqueles que estão começando ou pretendendo começar a criar curiós ?

P - A criação de curió necessita de muito amor, cuidado e dedicação, mais vale a pena um meio que fazemos muitos amigos através dos alados e aprendemos muito com esta maravilhosa ave, andar sempre com a sua criação legalizada e não adquirir pássaros oriundos na fauna nativa.



CC&T - Quais são as suas últimas palavras que gostaria de dizer para os nossos leitores ?

P - Gostaria de agradecer a Deus e meu Finado Pai por ter me apresentado ao curió em 1994, onde tive o prazer de participar do meu primeiro torneio, agradecer a minha família o meu amigo e sócio Valter, o Amigo Pêcego que deu a oportunidade de poder mostrar um pouco do nosso hobby através de seu blog que é um veiculo de muito aprendizado e informação sobre a nossa bela ave o AMIGO do Homem. E aos Amigos e Parceiros de Todo Brasil.



Obrigado e fiquem com Deus !


Sds, Percy
www.criadourofloresta.com

Limeira – SP

sábado, 3 de julho de 2010

O CURIÓ - PARTE FINAL


>Testes das notas principais e de preparação



Seguindo a mesma linha de pesquisa e com o intuito de verificar a semelhança entre os sons e as diferenças entre as sílabas que não são perfeitamente ouvidas, conforme constatei junto às pessoas referidas na última edição (criadores, fazedores de pardos, juízes, etc.), elaborei o seguinte teste, tomando como ponto de partida um canto completo do disco antigo, selo laranja, primeira e segunda parte, portanto um Samaritá. Emendei a este, outras segundas partes, não do mesmo canto, para não cometer o erro de comparar coisas iguais, partindo, é lógico, do 'Quim-Quim', da virada, mesmo havendo variação de volume, como é comum observarmos nessa gravação. Muito bem, montei uma camada com 10 samaritás e o resultado foi o seguinte:


1. Com o canto acima no computador, peguei o primeiro 'Quim-Quim' da virada, coloquei-o no lugar de todos os posteriores. Toquei o canto. Ficou perfeitamente harmonioso. Mesmo no lugar dos que considero 'Tim-Tim';


2. Agora, com o samaritá 'Ui-Ui', copiei o primeiro e colei no lugar dos posteriores. Toquei o canto para ouvir. Perfeita harmonia musical;


3. Fiz o mesmo com o outro 'Quim-Quim...', que não é o da virada, sobre o qual, já disse, estar convicto por ser 'Tim-Tim...', pois é um grupo de três notas. Substitui os posteriores por estas duas notas. O mesmo ocorreu. Harmonia total;


4. Repeti o procedimento com as batidas de praia. Também aqui a harmonia continuou.


5. Pois bem, tudo o que foi descrito nos ítens 1 a 4 comprovou que mesmo as notas de cantos diferentes são idênticas, apesar da variação de volume com que as notas foram cantadas, excluída a variação entre 'Quim-Quim' e 'Tim-Tim', que na prática não traz nenhum prejuízo.


Muito bem, agora peguei o primeiro chamado 'te-té', um dos 10 existentes na primeira e segunda parte, já referidas substituí todos os posteriores. Aí, a surpresa já percebida de forma audível. O canto desarrumou. Não havia harmonia melódica. Quase não parecia o canto do Curió.


Isto provou que não eram 'te-tés' simplórios e simplistas como descrevem e ensinam. São sons diferentes. Isso sem lembrarmos das diferenças nas figuras gráficas, que também comprovam sons diferenciados.



>Quantidade de notas



O canto do curió Ana Dias, naqueles discos antigos, já mencionados, possui 18 notas principais, se considerarmos a primeira batida de praia com duas notas; se considerarmos esse grupo com três, serão 19 notas. As notas de preparação são 10: quatro na entrada de canto na primeira parte e seis na segunda parte, onde aparece o primeiro samaritá. No computador positiva-se, com certeza absoluta, que são três notas de entrada de canto, seguindo-se duas notas de preparação; depois aparecem três notas claras, tanto auditivas como gráficas e a terceira não é 'tói', como se ensina exaustivamente quer em aulas, palestras, fitas cassetes ou fitas de vídeo. Aqui, discordo novamente daquele folhetim, anteriormente referido, e dos ensinamentos ministrados por estudiosos do canto do curió Ana Dias, que colocam como sendo 'tói', dando a impressão, inclusive, uma vez que foi escrita com letra minúscula e referida de forma secundária, como uma nota de pouco realce. Ela não é 'tói'. Não é secundária. Também não é de preparação como alguns a apresentam. É principal. Tem que ser uma das notas formadoras do canto super clássico. Ela é, se ouvida com atenção, tão audível e assemelhada nos discos antigos como o Samaritá. Se não fosse, o Ana Dias não seria super clássico, porque faltaria a alteada.


Esta terceira nota é aquela citada pelo amigo Moretti, na contracapa do disco prata de comemoração aos 30 anos de um mestre, parecida com o Samaritá. É a alteada do Juruba 'Iuí' pronunciada pelos pássaros de forma rápida. Também aparece como 'TIUI'. Não é uma 'notinha'. Ela é tão visível no computador, forte e bem audível como o 'Quim-Quim' ou o próprio samaritá 'uíUI'. Aquele é o grupo de notas criado pelo Ana Dias 'Quim-Quim-IUÍ' ou 'QuimQuim-TIUI'. No meu entendimento, o mais correto é 'Tim-Tim-IUI'. O que vem acontecendo, tenho certeza, é que os curiozeiros, criadores e juízes não a escutam, como não escutam as notas de preparação. No caso destas, de preparação, se não são cantadas pelos curiós, tornam-se perceptíveis pela sua falta, pela juntada das notas principais.


Contudo, aquela, o 'IUI' ou 'TIUI', se não cantada, tem passado despercebida, já que a seguir vem duas notas de preparação, que são simploriamente chamadas de 'te-tés', seguindo-se as batidas de praia. As pessoas têm percebido, agora, alguns pássaros dando o 'tói', aquele ensinado, punindo-os com a desclassificação, corretamente, porque é uma nota estranha ao canto da linhado Ana Dias.


Sempre convivemos com o 'tói' e esta nota tem uma influência significativa no aprendizado dos pardos (filhotes), que em razão de várias circunstâncias, como má qualidade da gravação da fita ou disco, problemas de eco ou acústica, aprendem o 'tói', não entram no canto. Têm dificuldade de virar, de repetir. Eles abortam o canto logo na entrada. A razão é perfeitamente explicável se considerarmos essa quebra de linha melódica. Alguns pardos chegam mesmo a 'gritar'. Além de que o 'tói' é uma nota de 'baixada' musicalmente e não uma alteada no tom usado pelo Ana Dias para desenvolver a sua música, o seu canto.


Outro destaque para contrapor-se à teoria de contagem de dois 'Quim-Quim' em um mesmo canto e, portanto, duas notas iguais, embora o segundo, o da alteada, seja mais um 'Tim-Tim', levando-se em conta a diferença de som e o desenho nos cantos originais, mais antigos, é o fato de que no 'Quim-Quim', da virada, o pássaro não necessita de notas de preparação para cantá-lo, já que vem de uma batida de praia, notas mais baixas e que servem para a sua respiração. Já no conjunto de alteada, tendo em vista a existência do 'Iuí', nota principal também, que se cantada como originalmente, é o ápice da música, o curió precisa de duas notas de preparação. Além disso, após cantar o grupo de notas que compõe a alteada, chegando ao ápice, ele precisa de mais duas de preparação, a fim de baixar o canto, mantendo a tonalidade e preservação a harmonia, entrando na batida de praia. Isso mostra a que altura o pássaro chegou, obrigando-o a usar as notas de preparação para chegar à batida de praia. Caso contrário, não conseguiria manter o tom da música.


Voltando ao tema principal deste tópico, quantidade de notas, devemos lembrar que no passado, na década de 70 e início de 80, falava-se no canto do Ana Dias com 13 notas, que não chegavam nem a ser as principais. A partir da segunda metade de 80, já se ouvia falar em 15 ou 16 notas, que eram algumas das notas principais. Assim, seriam 15 se considerasse duas notas na entrada, ou 16 se fossem três. Mas mesmo assim estariam faltando duas que seriam as alteadas 'Iuí' ou 'Tiuí', da primeira e da segunda parte, o que prova mais uma vez que não eram ouvidas. Posteriormente, perceberam a existência da preparação do samaritá, mais duas. Hoje se fala muito em 26, embora também não esteja correto. O correto são 18 notas (sílabas) principais, considerando duas na primeira batida de praia, ou seja: ti-tu-i, tim-tim-iuí, tué (esta primeira batida também é vista no Ana Dias como tuá, a única inclusive) tué, quim-quim, uí-uí, tim-tim-iuí, tué, tué, tué. Este quantitativo é de um canto completo, incluindo primeira e segunda partes.


As notas de preparação aparecem antes e depois do 'tim-tim-iuí' (ou Tiuí) e antes do samaritá 'uí-uí'. Portanto, são cinco grupos com 10 notas. Somadas, totalizam 28 notas ou sílabas. Esse número poderá aumentar se colocarmos três batidas da primeira parte e quatro ou cinco batidas no fechamento do canto.


Como disse anteriormente, as de preparação não possuem sons iguais. Da mesma forma as suas figuras gráficas que aparecem no computador também são diferentes, o que já confirma aquela afirmativa. Elas são de importância fundamental na harmonia do canto Ana Dias, variando de som e intensidade de acordo com as notas principais que as precede. A preparação de um samaritá é diferente das notas que antecedem a batida de praia.




CONSIDERAÇÕES FINAIS




> Resumo dos pontos principais


1. Entrada de canto: são três notas separadas, perfeitamente visíveis na tela do computador, ou seja, 'Ti-tu-í';


2. Não existe a nota 'tói', como 'Quim-Quim-tói'. A nota ou sílaba correta naqueles discos antigos é 'iuí' ou 'Tiuí', em alguns cantos formando, assim, o grupo 'Tim-Tim-Iuí'. Esta última nota é a alteada do jurubatuba - que se assemelhava à nota samaritá - , como se referiu o amigo Moretti no disco de comemoração aos 30 anos de um mestre;


3. São 28 notas (duas batidas na entrada), sendo 18 principais e 10 de preparação;


4. As notas de preparação não são simplesmente 'te-tés'. Seus sons variam de acordo com as notas para as quais servem de preparação. São elas que dão harmonia ao canto super clássico. Seus sons variam, inclusive, com o timbre da voz e tom do canto do pássaro;


5. O desenho gráfico da nota 'tói', que aparece no canto do Pachá I (Ti-Tói) e do Montreal, no 'O, bê, a, bá', bem como os seus sons, são notoriamente e inquestionavelmente diferentes do 'Iuí' ou 'Tiuí', dos cantos do curió Ana Dias, selos vermelho, laranja e marrom.



> Desencontros



1. Considerava-se como duas as notas de entrada. Há prova incontestável que são três;


2. Ensinava-se, das mais variadas formas e eram aceitas por todos, que era 'Quim-Quim-tói', embora agora esteja sendo criticado, repudiado e desclassificado o pássaro que cante o 'tói' claro e aberto;


3. Ensina-se que as notas de preparação são 'te-tés', quando seus sons e desenhos gráficos são inquestionavelmente diferentes;


4. Juízes que perguntado, diretamente e indiretamente, sobre a alteada do juruba e que não só afirmaram como demonstraram desconhecer esta nota no canto super clássico, apesar de comparecerem nos torneios como julgadores de canto.


Esta matéria não tem a pretensão de mudar o entendimento das pessoas que ensinam, concordam e transferem esses aprendizados a outros curiozeiros. Certamente, são aprendizados realizados através do ouvido, embora envolvam pessoas com capacidade indiscutível de comprovação através de equipamentos modernos e precisos. Esta matéria visa, isto sim, externar de forma elucidativa e de convicção absoluta o aprendizado que já tinha sido adquirido e complementado com esses estudos, bem como alertar aos iniciantes deste prazeroso 'hobby', que é o de criar e ouvir o curió cantar, mas, principalmente, a tentativa de ver esse canto, o super clássico, preservado na sua beleza original, resgatando do esquecimento esta nota maravilhosa que é a alteada de Jurubatuba, que dava mais beleza ao canto, tão reclamada pelos curiozeiros do passado.


Quero aqui registrar os meus agradecimentos a essas dezenas de pessoas que, de forma direta e indireta, contribuíram para as conclusões a que cheguei, esperando finalmente que se nenhum conhecimento trasmiti, sirva para alertar as associações e sociedades de criadores de curiós e, principalmente, a Federação Brasileira, que tem o dever e a obrigação de regulamentar os torneios que se realizam, de adequar, orientar, ensinar, atualizar, pesquisar, estudar e transmitir a seu quadro de juízes, teoricamente, o correto canto super clássico, qualquer que ele seja, a fim de que não haja essas divergências entre os seus membros.


Não pensem, aqueles menos cautelosos, que estou sugerindo que se leve um computador em cada estaca nos torneios, para o julgamento dos curiós. Estou sim, sugerindo, se necessário for, que se use equipamentos como esse ou com o mesmo poder de detalhamento para a orientação de sua equipe, objetivando capacitá-los a saber o que devem procurar ouvir nos torneios, para o julgamento final. Essa certeza de homogeneidade poderá trazer de volta os curiós excepcionais que se conservam nas casas dos seus proprietários, que os usam, como é direito de cada um, somente para seu prazer pessoal. Também não pense que estou criticando os órgãos incumbidos dessa preservação, uma vez que conhecemos a dedicação de seus membros, sempre procurando fazer o melhor para seus associados, bem como que estaria levantando a hipótese de injustiça em julgamento de algum pássaro; ao contrário, creio que sempre atribuíram a melhor nota ao curió que mais exato e harmoniosamente se apresentou, mesmo que tenha havido contestação. O que se deve levar em consideração é a honestidade e o propósito de acertar, sempre presente nos julgamentos.



Edgard Osmar de Carvalho

Criador de Curiós (e-mail: edgardcurio@uol.combr )


Av. Dr. Penteado, 533 - Jardim Nossa Senhora Auxiliadora

Campinas - SP - CEP: 13075-461



FONTE: Revista Pássaros. Ano 10 - nº 49

domingo, 27 de junho de 2010

O CURIÓ - PARTE V

Edgard Osmar de Carvalho



>Perguntas sem respostas



Outro fator que me levou a desenvolver este estudo sobre o canto do curió foi a falta de respostas, não só minhas, mas de alguns amigos, que, como eu, perguntavam: onde está a alteada de jurubatuba ? Que nota "tói" é essa que nã ouço ? São "té-tés" realmente, pois não percebo com clareza esse som ?


Quando questionamos, juízes, criadores e curiozeiros com as mais variadas experiências, demonstravam de forma clara, desconhecimento total. Outros se furtavam, de forma evasiva a darem a sua opinião, mudando imediatamente de assunto. Não tendo respostas, fui à pesquisa e ao estudo que serão detalhados a seguir. Esclareço que conversei com dezenas de pessoas, inclusive de forma direta com juízes, sendo os melhores na minha opinião, dos que conheço. Uns não souberam me dizer qual era a nota da alteada. Outro disse que era "Tó". Um deles que era "tói". Algumas das pessoas consultadas ficaram de pensar para responder. Já que passaram meses, alguns até anos e nenhuma resposta veio. Desconhecimentos esses em um grupo tão vasto é de assustar-se. Quantos outros sons não seriam descobertos se a mesma pergunta fosse feita a outros ? Ressalto, contudo, que uma das pessoas com quem conversei, das dezenas, assim mesmo por telefone, curiozeiro do passado, pouco frequentador dos torneios mas ainda atualizado, afirmou-me que a alteada do juruba era realmente uma nota parecida com o samaritá, completando, inclusive, que ela não era mais ouvida nos curiós do presente. Essa observação me pareceu bastante interessante diante do quadro de desconhecimento total, constatado e descrito.



>Estudo e pesquisa


O canto para ser super clássico, linha Ana Dias, tem que ser aquele originário dos primeiros discos produzidos, melhorados é lógico, em termos de qualidade de gravação e correção de deficiências, referentes a sons mal produzidos em muitas e diferentes cantadas. Mas nada de criar-se sons produzidos por sílabas inexistentes, como toá, tói, totói, titi, teté, toa, titói, etc. Outro detalhe: as notas do curió Ana Dias super clássico são separadas. Não existem notas ligadas, tanto nas principais, como nas de preparação, ou "tété", didaticamente falando. Se o "teté" for um único desenho gráfico, portanto uma só silaba, não é Ana Dias. É outra letra de música.


Faço essas observações, como outras que farei, baseado em estudos de quatro anos, passando pelo computador, em programa específico, todos os discos do Ana Dias inicialmente citados, como todos os modernos, após período de propriedade da marca Ana Dias do amigo Valter Moretti, além dos discos do Xodó (mestre, xodó e laranja), do Patrício, Pachá I, Pachá 2, Brilhante, Tiradentes, Marajá, Macalé, Genésio, Barão, Montreal, Indaiá, Pardo do Gijo, Princípe Negro e fitas do São Paulo, Sereno, Colonial, Barbito, etc. Além disso, incluí umas duas ou três centenas de fitas gravadas profissionalmente, bem como gravações ao vivo de vários curiós.


Esclareço que examinei esses cantos usando o computador, como disse antes, mais no sentido de constatar as variações e mudanças que ocorreram no decorrer dessas últimas três décadas, no que consideramos o real canto do curió Ana Dias. Mudanças essas resultantes de gravações mal feitas, algumas piratas, outras mixadas, que alteravam os sons originais, que não devem se perpetuar, nem ser aceitas por aquelas pessoas que querem ver essa música maravilhosa preservada na sua originalidade.


Tenho visto pessoas fazendo trabalhos excelentes de divulgação, ensinamento, preservação, etc., que estão fora da linha Ana Dias, mas sempre se referindo ao que o seu pássaro canta, ou divulgando a letra da música que seu curió expressa. Temos que concordar com o surgimento de pássaros diferentes do canto do Ana Dias pois, se não o aceitassemos, estaríamos excluindo um canto maravilhoso como é o do 'mestre'-xodó, que poderia cantar em qualquer torneio como super clássico, em outra estaca é claro, não na linha do Ana Dias, pois a letra do seu canto é totalmente diferente, mas que preservado na sua originalidade, não como no selo laranja, é simplesmente maravilhoso. Sim, é difícil os filhotes aprenderem. Paciência. Não é por isso que vamos mudar a sua letra ou a ordem melódica do seu canto.


Depois de tudo examinado e baseando nos exclusivamente nas gravações mais antigas, elaboradas no início da década de 70, mais precisamente em 71, e comparando-as com as demais já citadas, somos forçados a afirmar que falar em "te-té", como nota de preparação, só em termos didáticos. Para maior clareza do que se segue, darei a seguir uma relação dos termos que serão utilizados no desenvolvimento do raciocínio:


*Grupo de Notas - São as duas ou três notas principais do canto. Exemplo: "Quim-Quim" (virada de canto); "Uí-Uí" (samaritá); etc. Estas notas poderão ser referidas acompanhadas das de preparação, se for o caso;


*Primeira Parte - São as notas principais e de preparação que formam a entrada de uma cantada. Neste primeiro conjunto não há o samaritá.


*Segunda Parte - São as notas principais e de preparação que vai do "Quim-Quim", de virada, até a batida de praia de encerramento. Neste há o grupo do samaritá.


Como vimos, serão duas partes, com um único samaritá. Um canto completo, portanto. Todos os posteriores se forem referidos partirão do "Quim-Quim", de virada.


Afirmei acima que não se pode falar em "te-tés", de forma simplória como se pretende colocar, porque dos seis existentes na segunda parte, dois deles repetidos na primeira parte, não são iguais. Apesar de não serem rigorosamente "te-tés", coloco-os, como ilustração, na grafia do canto feito no início desta matéria.


O mais correto seria chamá-las de notas de preparação. São de difícil audição e definição, quando ouvidas no decorrer de uma cantada.


Essa dificuldade é tão grande que continuam ensinando serem "te-tés". Os curiozeiros antigos e que permanecem afastados dos torneios, ouvidos por mim, nem as conhecem. Ficam surpresos quando a elas nos referimos. Esta seria a razão da não menção, segundo entendo, na capa do disco de comemoração. Omissão que não seria admissível se possuíssem os recursos técnicos de hoje, pois são, simplesmente, dez em um canto, primeira e segunda parte. Via computador é facílimo, pois podemos separá-las, ouvi-las dezenas, centenas de vezes. Compará-las, medi-las na sua extensão e altura. Não venham alguns dizer que estão escutando até a respiração dos curiós, como já ouvi, pois não é confiável, basta olharmos para 10 anos atrás, quando esses superouvidos eram mais novos e somente se falva na preparação do samaritá, assim mesmo não definiam a sua grafia, somente notavam a sua falta, pois o "Quim-Quim" da virada, juntava-se ao "uí-uí", o samaritá, quebrando a harmonia do canto. Nunca ouvi alguém falar em nota de preparaçao antes do que eles chamam segundo "Quim-Quim", ou antes das batidas de praia. Creio mais que os curiozeiros e quando falo curiozeiros, falo de criadores, fazedores de pardos, juízes, etc. percebiam mais a sua falta do que ouviam o seu som.


Hoje, ouvir essas notas ficou mais fácil, pois, além de termos a certeza da sua existência, estamos preparados. Sabemos que entre o "Ti-Tu-í" (entrada) e o "Quim-Quim-..." (Tim-Tim-...) existem duas notas. Depois do "Quim-Quim-..." (Tim-Tim...) e a batida de praia aparecem outras duas. Entre o "Quim-Quim", de virada e o samaritá "Uí-Uí", mais duas. Sabendo da presença dessas notas, deixamos de fixar-nos nas notas principais e passamos a perceber as de preparação. Mal comparando, parece a estória do "ovo de Colombo".


Justiça se faça também ao fato de que ouvir uma nota isolada através de computador é muito diferente do que ouvi-la em uma cantada. No computador ouve-se a presença, por exemplo, de um "m", com muita clareza, ao passo que durante uma cantada, ao vivo, ou através de gravação a dificuldade aumenta, percebe-se mais um "Qui" ou um "Ti", pois estou convencido que é "Tim".


Outro ponto observado é com referência às notas de entrada. São três: "Ti-Tu-í". Aqui podemos fazer uma observação. A segunda nota pode ser ouvida como um "tuí", tendo a vogal final curta, emendando com a terceira nota "i", que aparece prolongada, uma vez que o seu desenho gráfico é alongado, às vezes assemelhando-se a um "il". Nos cantos antigos a primeira, na maioria dos cantos é muito baixa, havendo necessidade, inclusive de ser ampliada, para ser ouvida. Porém, é inquestinonavel que são três desenhos, portanto, três sílabas, com três sons, todos separados.



Continua na próxima edição !



Fonte: Revista Pássaros. Ano 10 - Nº 49, pp. 16-7

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O CURIÓ - PARTE IV

Edgard Osmar de Carvalho




Canto Super Clássico - Linha de Canto Ana Dias



>Considerações preliminares



Há mais de três décadas iniciei o aprendizado do canto dos curiós Ana Dias, Xodó e Patrício. No período anterior a 1970, tive a convivência com os curiós mateiros oriundos, na sua grande maioria, da Alta Paulista, tais como os do Rio do Peixe, Lambari, Batalha etc., além de alguns vindos de outros Estados, principalmente Mato Grosso. Portanto, desconhecia aqueles cantos que vieram formar o super clássico, da linha de canto do Ana Dias. Contudo, em 1971, com os lançamentos dos discos selo vermelho, laranja e marrom, comecei, com alguns amigos da região de Tupã, a conhecer o canto praia. O aprendizado foi feito de forma grosseira pois, apesar de ouvirmos os cantos daquelas gravações, não tínhamos ninguém com conhecimentos suficientes para orientar-nos, já que eram cantos imperfeitos, cortados, sem entrada, na sua maioria incompletos. Faltava o contato com os curiozeiros experientes dos grandes centros, como São Paulo, Campinas, Piracicaba, Santos, Ribeirão Preto, Bauru etc. A comunicação era difícil, inclusive as viagens. Apesar disso, na década de 70, tive a oportunidade de conhecer o primeiro Curió Praia Grande, adquirido por um amigo de Tupã. Pássaro esse de nome Porco, oriundo do litoral paulista, excepcional repetidor. Nessa época, já tinha iniciado as primeiras tentativas para a criação em cativeiro, sendo meu primeiro curió efetivamente criado e nascido em cativeiro - o Soberano - pai de todos os hoje existentes, adquirido ainda pardo.



>Fase do aprendizado



As comparações do canto praia grande, cantado pelo curió Porco e o canto do Ana Dias foram inevitáveis. Para melhor assimilação do canto deste último, prendíamos o disco com o dedo, na tentativa de ouvirmos melhor as notas. Não existia equipamento com tecnologia que possibilitasse alterar a frequência, repetir notas isoladas, compará-las, identificá-las com precisão, como é feito hoje via computador. Mas, mesmo assim, usando aqueles equipamentos e aqueles discos, conseguimos fazer alguns pardos, como o Melodia, ótimo quando pardo, Charmoso, Dominó, Milionário, um selo verde, até hoje lembrado por aqueles que o conheceram.


Apesar da carência de comunicação com os grandes curiozeiros da época, fazíamos progressos pela dedicação e amor, além da admiração pelo canto do curió.



>Fase de finalização de aprendizado



Com minha mundança para Campinas e conhecendo o Luiz Tristão, grande conhecedor do canto do curió, começamos a somar aos nossos conhecimentos anteriores, informações importantes. Esse amigo foi professor também de vários outros companheiros que hoje se apresentam como conhecedores e de boa competência. Apesar dessa iniciação, não me impedia de apresentar, quando achava estarem prontos, e sempre com sucesso, alguns pardos que se mostraram realmente bons, como Surpresa, São Paulo, Águas de Março (este oriundo de Tupã, mas trazido ainda sem muita definição de suas qualidades). Foi também um período de confirmação, que o básico ou o conhecido nos grandes centros já havia sido absorvido no passado, uma vez que lá, como aqui, dependíamos dos discos antigos e dos nossos ouvidos, que demonstraram, com o passar do tempo, terem sido incompetentes para uma análise correta dos sons emitidos pelos curiós.


Nessa época possuía um pardo de nome São Paulo, curió de um samaritá, selo marrom antigo, a meu ver de canto completo, sem falta de notas. Fiz uma gravação do seu canto, selecionando os melhores, pretendendo tocá-la para os futuros pardos, pois estava vendendo o São Paulo. Convidei um amigo, talvez o maior conhecedor, na época, do canto do curió, para ouvir a gravação. Ouviu com atenção várias vezes, sentenciando no final: "Não toque essa fita para os pardos. Falta uma nota no canto. Depois do segundo Quim-Quim." Não explicitou qual nota era, mas constatou a sua falta. Hoje, usando o computador, examinei aquela fita, que apesar dos anos decorridos, permanecia no meu arquivo. Constatei que não falta a nota. Ela é tão marcante e audível como no disco selo marrom. A pergunta que faço é o que teria levado a esse engano ? É o mesmo desconhecimento e desencontro que perdurou até os dias de hoje, com essa mesma nota e com as notas de preparação. Somente passaram a ser ouvidas ou percebidas depois que algum equipamento eletrônico do presente detectou a sua existência.



>Era moderna



As imperfeições das gravações do passado do curió Ana Dias começavam a ser sanadas a partir da década de 80 por alguns curiozeiros, principalmente criadores que deslumbravam a possibilidade de montar fitas emendando os cantos completos existentes naqueles discos de vinil. Vários trabalhos estavam acontecendo, até que surgiu um trabalho realmente pioneiro e de qualidade: o disco selo prata em comemoração aos 30 anos de um Mestre, lançado pelo amigo Valter Moretti, a quem o canto Ana Dias super clássico deve tudo.


Neste disco, houve a primeira oportunidade de um curiozerio conhecedor em nortear as cantadas ali gravadas, com integração entre letra e música; regular o andamento de cada canto, ou seja, a sua duração; atribuir à música uma tonalidade uniforme; deu-lhe ritmo, ou seja, constância; e, finalmente, melodia, composição musical harmônica. Algumas dessas qualidades não observadas nos discos originais, uma vez que o Ana Dias é do início da década de 70, época das gravações estudadas, e tratava-se inequivocamente de um pássaro em aprendizado.


O amigo Moretti fez mais, certamente auxiliado por alguns companheiros curiozeiros que, como ele, conheciam ao vivo o canto dos pássaros nativos possuidores das notas principais, que vieram a ser formadoras do canto super clássico, notas ou 'palavras', constituídas de sílabas, registradas expressamente na contracapa do disco de comemoração, cantadas ou 'FALADAS' por essa ave compositora que foi o Ana Dias.



>Quim-Quim



Grande repetidor do seu canto original, foi com o tempo aperfeiçoando as notas do canto Praia Grande. Posteriormente, como inteligente e bom cantor, foi incorporando as notas "Quim-Quim" (virada) e a batida de praia "Tué-Tué-Tué". Formava-se, assim, um curió Praia Grande.


Mas foi além, assimilou de outros curiós, também do litoral paulista, a nota samaritá "Uí-Uí", assim como a alteada do Juruba. Todas essas notas, com exceção da alteada, foram citadas e registradas na capa desse disco de comemoração. Quanto à última, a alteada do Juruba, a sua grafia não foi mencionada, mas houve a afirmativa de que ela 'assemelhava-se à nota samaritá'. Só para lembrar, assemelhava-se ao "uí-uí". Esse registro, esse depoimento expresso do amigo Moretti, é um fato histórico que não pode ser esquecido e nem contestado ou modificado, mesmo com alegações de que alterações efetivadas facilitariam o aprendizado dos filhotes.


Apesar de haver delineado o som da alteada, não fez nenhuma referência às notas de preparação, que eram em número significativo, pois já nos discos selos vermelho, laranja e marrom, eram compostas de três grupos, com seis notas, quatro das quais repetidas na entrada, ou como denomino, primeira parte. Por que teria isso acontecido ? Tenho plena convicção de que não foi falta de competência, pois eram profundos conhecedores dos cantos da época e das suas mais diversas variações, o que só esse detalhe já os qualificava, mais do que os nossos ouvidos, hoje, que convivemos com uma única linha de canto.


Creio que a razão teria sido a mesma deficiência do ouvido humano que não permitia percebê-las. A alteada era ouvida, pois é uma das notas principais, formadoras do canto super clássico, somente não puderam definir sua grafia.



>Ritmo



Todos nós sabemos que o canto de um pássaro canoro é uma música que contém andamento, ritmo, melodia e harmonia etc., mas que também possui uma letra, que são as sílabas ou 'palavras', aprendidas, criadas e desenvolvidas pelo pássaro ou seus antecedentes. Se torna imprescindível que haja uniformidade da 'pronúncia' da sílaba com a nota musical a ser emitida. Há casos de regresso, filhos que não conseguem aprender o que seus pais cantam e de progressos, exemplares que são melhores que seus antecedentes. Assim foi o curió Ana Dias que, retirando notas importantes de outros semelhantes, criou um canto maravilhoso. Digo mais, não só aprendeu como criou, pois introduziu as notas de preparação, afim de que seu organismo conseguisse emitir as principais, dando harmonia à melodia da música. Foi além, criou um grupo de sílabas (notas) ou palavras; juntou o "Quim-Quim" da virada, com a alteada do Juruba, portanto, compondo um novo grupo, totalmente diferente dos originários de seus semelhantes. A meu ver, esse "Quim-Quim", influenciado pela alteada, transformou-se em "Tim-Tim".


Dessa maneira, não é admissível que se queira, atualmente, introduzir novas notas ao seu canto. O canto super clássico é aquele dos discos de 1971, canto esse melhorado com a qualificação das notas, regularidade das cantadas, repetição etc., constante do disco de comemoração aos 30 anos de um Mestre. Momento, inclusive, em que se deu pela primeira vez a classificação de "Canto Super Clássico" linha Ana Dias. Tudo que surgir modificado, que gravações ou curiós cantando, é outro canto, não se trata da linha Ana Dias. Espero que novos cantos, alguns já com bastante divulgação, consigam nos convencer da sua beleza, como foi o Ana Dias.


Além do lançamento do disco selo prata, que se trata do marco inicial de uma nova fase de aperfeiçoamento do canto Ana Dias, fez mais o amigo Moretti. Sempre preocupado na divulgação e qualificação, sem falar na preservação desse canto, lançou em março de 1993, trabalho esse apreciado por três outros amigos, profundos conhecedores do canto desse pássaro, um 'folhetim' historiando e descrevendo, sílaba a sílaba ou 'nota a nota', a composição do canto do Ana Dias. Inclusive, fazendo referência pela primeira vez às notas de preparação. Apesar da qualificação das pessoas envolvidas, ouso, modestamente, discordar daquelas colocações que detalharei ao comentar os estudos e pesquisas realizadas nesses últimos quatro anos.



Continua na próxima edição !



Fonte: Revista Pássaros. Ano 10 - nº 49, pp. 12-16


quarta-feira, 23 de junho de 2010

CALENDÁRIO DE TORNEIOS - FEOSP 2010


CALENDARIO TORNEIOS FEOSP 2010





- AGOSTO:


- (01/8) - Botucatu C=C


- (01/8) - Piracicaba F/C= CACOTRI


- (08/8) - Jau F=BC F/C= CACOTRI F=AZ


- (15/8) - Vinhedo F/C= CB F/C= CACOTRI F/C=AZ CL=TICO


- (22/8) - Araçatuba C/F=CB F=CACOTRI


- (29/8) - Taubate C=C F/CL=CACOTRI



- SETEMBRO:


- (05/9) - Ourinhos C=CB F/CL=CACOTRI


- (12/9) - Sorocaba C=CB F/C=CACOTRI


- (19/9) - Bauru C/F=CB F/C=CACOTRI


- (26/9) - Botucatu F/CL=CACOTRI


- (26/9) - Joinville C=C



- OUTUBRO:


- (10/10) - Jundiaí C=C F=COTRI C=TRI C=PI


- (17/10) - Campinas C=CB F/C=CACOTRI CL- AZ TICO


- (24/10) - Serca C/F=CB F=BC F/CL=CACOTRI F/CL=Azulão CL=TICO



- NOVEMBRO:


- (07/11) - Cubivale C/F=CB F/CL=CACOTRI F/CL=AZ (Jacareí)


- (14/11) - Araraquara C/F=CB F/C=CACOTRI F/CL=Azulão CL=Tico


- (21/11) - Serra Negra F=CACOTRI


- (21/11) - Curitiba C=C


- (28/11) - S.J.R.Preto C/F=CB F/C=CACOTRI



- DEZEMBRO:


- (5/12) - S.Manoel F/CL=CACOTRI F/CL=AZ C=PI


- (5/12) - Marilia C=CB


- (12/12) - Cubivale C=C 1ª Final de Curió (Jacarei)


- (12/12) - Santo André F/CL=CB F/CL=CACOTRI F=AZ


- (19/12) - Ribeirão Preto (aguardando as categorias)


- (19/12) - Balneário Camburiú C=C 2ªFinal de Curió



1 - Será enviado para todos os Clubes o roteiro para homologação no IBAMA, mesmo que esta tenha acontecido ainda em 2010.


2 - Ribeirão e região, será enviado amanhã em regime de urgência, roteiro de homologação, assim que chegar na FEOSP um novo ofício será enviado ao Ibama.


3 - Todos os Clubes constantes do calendário deverão preparar a documentação para pedir o Alvará de imedito.


4 - A documentação deverá ser enviada para FEOSP para conferência e, encaminhamento


5 - Haverá cancelamento nas seguintes condições:Se o clube não tiver documentação regular ou se for pedido fora do prazo


6 - Qualquer duvida, utilizar o http://www.torneios.org.br/ - contato ou falar com Eduardo FEOSP telefone 2693-3697






NOTA DOS EDITORES:


a) Onde estiver assinalado ao lado da cidade sede do torneio as siglas C=C, C=CB, F/C=CB ou C/F=CB é que ocorrerá isoladamente ou com outras categorias, o canto de Curió Praia Grande Clássico e Curió Pardo Praia Grande Clássico;


b) O torneio do CUBIVALE/SP de 12/12/2010 será a 1ª Etapa do Torneio dos Campeões, com a 2ª Etapa ou Final do referido torneio no BALNEÁRIO DE CAMBORIÚ/SC em 19/12/2010;


c) O Blog Curió Clássico & Torneios fará a cobertura de todo o campeonato que este ano terá duas etapas em Santa Catarina e uma no Paraná, divulgando os resultados das categorias de canto de curió Praia Grande Clássico e Pardo Praia Grande Clássico...FIQUEM LIGADOS !

sábado, 19 de junho de 2010

O CURIÓ - PARTE III


Edgard Osmar de Carvalho


Continuação ...



>Galador



Além das fêmeas, é lógico, será preciso a compra de um macho, de preferência preto, porque a criação poderá ser iniciada imediatamente. A criação com filhotes machos pardos é muito mais rara e difícil.


Um curió galador facilitará a formação de filhotes fêmeas em fêmeas criadeiras. Se possível, de bom canto, não precisando ser necessariamente um grande repetidor. A experiência mostra que a transferência genética, às vezes, ocorre através de pássaros que não se sobressaíram devido a erros no ensinamento. Alerto aos iniciantes que um curió de bom canto como galador constante ainda é um tabu entre os criadores, pois tendem a perder a qualidade do canto. Contudo, a experiência me mostrou que um bom curió, de canto super clássico, se acasalado com uma única fêmea, permanecendo com esta por toda temporada da criação e sendo usado muito esporadicamente para galar outras, apresenta-se, inclusive, com um crescimento do seu potencial. Porém, essa prática demanda muita experiência, que não recomendo aos iniciantes, ou a criadores com pouca capacidade de observação do comportamento do curió.


O mais aconselhável para quem inicia é a aquisição de um macho de boa procedência, embora não possua qualidade de canto, pois é mais barato, acasalando-o com uma fêmea filhote (deixe-os juntos permanentemente, retire-o, contudo, algumas vezes ao dia, para colocar com outras fêmeas, somente por alguns minutos, retornando-o à fêmea original).


Esse manuseio fará com que o iniciante aprenda a reação dos pássaros, bem como os acostumem a sair e a entrar nas gaiolas criadeiras.


Assim, haverá a possibilidade bem maior de se conseguir fazer do primeiro filhote fêmea uma fêmea criadeira. Quando esta botar os primeiros ovos e estiver chocando por três a quatro dias, pode-se tirar o macho e iniciar o mesmo procedimento com a segunda fêmea e assim sucessivamente com as demais. Dessa maneira se formarão algumas fêmeas criadeiras, facilitado pela presença constante do macho.


Esse sistema de permanência do macho com as fêmeas, no criadouro, dificultará o aproveitamento dos filhotes machos para aprendizagem, já que terão ouvido o pai cantar, prejudicando totalmente o ensinamento através de método artificial (discos, CDs, fitas, etc.). Apesar disso, teremos aprendido muito em termos de criação, podendo aproveitar os filhotes de fêmeas no próximo ano, a partir do qual trabalharemos a fim de que as fêmeas sejam galadas pelos machos e estes afastados dos filhotes que serão submetidos desde o início, mesmo dentro dos ovos, ao aprendizado de um canto da preferência do criador. Neste caso, os machos criadores serão apresentados às fêmeas somente para galar.


Outro assunto que devemos abordar é a quantidade de galas que uma fêmea deverá receber. Apesar de tudo que tenho ouvido a respeito, de outros criadores, minha convicção é a de que a gala efetivada no penúltimo dia, pela manhã, antes da postura, é a que produz efeito. Exemplo: fêmea galada no dia dois e que bote o primeiro ovo no dia quatro, pode botar até três ovos que estarão fertéis. Qualquer outra gala anterior ou posterior ao dia dois (pela manhã), com postura no dia quatro, terá comprometido algum dos ovos ou todos. A gala se bem feita, por curió experiente e fêmea já criadeira, basta uma. Os filhotes nasceram no 12º e 13º dia. Sairão do ninho também com 12 ou 13 dias.



>Anilhamento



Costumo anilhá-los no dia que saem do ninho, quase que imediatamente à percepção da sua saída. Se demorar para anilhá-los, após um ou dois dias de poleiro, poderemos ter dificuldades em colocar o anel, o que requererá experiência e muito cuidado. É preciso atenção para esse ato. Se anilharmos mais cedo, com 10 dias por exemplo, ainda quando estão no ninho, há uma tendência dos filhotes não permanecerem mais no ninho, procurando pular para fora, o que que poderá provocar acidentes, como quebra de perna ou asa.


Com 32 a 35 dias ocorre a separação dos filhotes. Pessoalmente separo-os somente com 35 dias, mantendo-os juntos, em uma gaiola, por mais dois dias, após o que os separo definitivamente. Com essa idade, muito provavelmente, já saberemos qual é o macho, se não forem duas fêmeas. Não tenho fórmula para identificá-los. Todas que conheci apresentaram-se falhas. Só identifico o macho pelo "Corricho", que é mais longo, frequente. Ele "corricha" voando, gradeando a gaiola. A fêmea também "corricha", mas quase parada no poleiro e não de forma continuada. Separados os machos é só colocá-los próximos a um bom mestre, ou através de fitas cassetes ou CDs, longe de outros machos ou fêmeas cantadeiras.


Para finalizar esta parte da matéria, esclareço que o suceso na criação de curió é basicamente produto da observação, arrisco, inclusive, afirmar que 70% seja observação e eliminação drástica dos problemas que vão sendo percebidos, e os 30% restantes, aprendizado através de livros, artigos como este e informação de outros criadores.



>Luzes



Recomendo que deixem no criadouro quantas luzes acesas forem necessárias, de maneira que forme uma penumbra, a fim de que as fêmeas não se assustem durante a noite. Utilizo no meu criadouro lâmpadas de 220 volts, 40 watts, pois além de gastarem pouca energia - que é de 110 volts - duram dois a mais anos. Dessa forma, os pássaros podem ver a presença de algum inseto e até mesmo lagartixas que visitam as gaiolas a procura de alimento, sem contar barulhos externos, luzes que se acendem na casa, etc.



ALIMENTAÇÃO



>Observações iniciais



A alimentação e a higiene talvez sejam os fatores de maior importância no sucesso da criação e da manutenção de curiós saudáveis em cativeiro. É bastante variável de criador ou de "curiozeiro" para criador, dependendo dos hábitos alimentares do plantel. Este é um assunto que tem me preocupado ultimamente, principalmente levando-se em conta tão somente o tempo de vida dos atuais curiós criados em gaiola, bastante abaixo dos nativos. Atribuo esta constatação em grande parte à alimentação que é administrada, não se esquecendo também da falta de exercícios aos quais são submetidos. Essa pesquisa e observação do meu plantel, superior a 200 fêmeas e aproximadamente 15 machos criadores, além de dois pretos de canto, tem me levado a abandonar uma série de alimentos e à introdução de outros já balanceados cientificamente, facilitando o trabalho e a manutenção da higiene do criadouro e das gaiolas, alidado à utilização de gaiolões e voadeiras, principalmente na época da muda.


Normalmente são utilizados na alimentação diversas sementes, verduras e legumes, tais como: alpiste, painço (este último dos mais variados tipos - branco, verde, amarelo, etc.), arroz em casca, perila, senha, cânhamo, milho verde, ovo cozido, larvas, cupins, almeirão, chicória, talo de couve, pepino, quirela de milho, areia grossa, pó de ostra, osso de ciba, ração caseira ou industrializada, broa e uma interminável lista de outros alimentos. Como disse, depende do criador o fornecimento de alguns desses alimentos. A larva, o cupim, o ovo cozido, o milho verde e o sorgo são utlizados geralmente na época de criação. Tenho ouvido com certa constância, alguns curiozerios, principalmente os mais antigos, afirmarem que seus primeiros avinhados eram alimentados somente com alpiste, arroz em casca e água e viviam 20, 30 anos. É correta essa afirmação, mas não podemos esquecer que lidávamos (ou lidavam) com curiós mateiros ou pássaros filhos de mateiros que possuíam organismo mais resistente, furto da alimentação nativa, variada e rica em proteinas, que eram absorvidads de acordo com as suas necessidades.


Isso não acontece em cativeiro, onde comem o que seu dono oferece sem conhecer, muitas vezes, as suas necessidades alimentares. Portanto, aprisionados como estão, cabe a nós encontrarmos esse equilíbrio que lhes poderá proporcionar vida longa e resistência às doenças. Esclareço que no decorrer desses 25 a 30 anos criando, estudando e observando a saúde do curió em cativeiro, utilizei, em diferentes épocas, todos os alimentos acima citados, complementando-os, inclusive, com vitaminas dos mais variados tipos, bem como medicamentos, quer preventivos como curativos.


Hoje só utilizo esses complementos vitaminados ou remédios preventivos ou curativos, químicos, muito excepcionalmente. Não podermos esquecer que é imperioso o uso desses produtos, mas somente quando diagnosticado por veterinário competente ou criador com larga experiência e usados de acordo com a prescrição ou indicação da bula. Nada de gotinha a mais, prestando muita atenção no tamanho do conta-gotas, pois o excesso de alguns poderá esterilizar boa parte do plantel, ou mesmo prejudicar a fertilidade de machos e fêmeas.


Talvez o aspecto alimentação e canto do super clássico Ana Dias, fidelidade da letra do canto, melodia e ritmo, tenham sido os assuntos que mais tempo tenho dedicado.


Contudo, pelo que se tem observado, todos os criadores devem estar com as mesmas preocupaçóes, pois, embora para alguns impere somente o aspecto comercial, o que será inegavelmente muito saudável para o desenvolvimento dos nossos pássaros, para a grande maioria, como é o meu caso, a preservação e o hobby são os principais objetivos.



>Racionalização



Assim sendo, a racionalização nos alimentos tem sido buscada, fazendo com que eu utilize, para os pássaros adultos, exclusivamente uma mistura de sementes. Uso as misturas da Cede ou da Quiko para silvestres, por serem bastante completas em variedades. No início, quando ainda era uma novidade no mercado, procurei ajuda de um laboratório veterinário para o exame do teor de umidade, possível presença de fungo, etc., sendo totalmente aprovada. Lembro aos amigos iniciantes que um dos maiores erros que cometemos é o de lavar as sementes. Por mais que tentemos secá-las, restará a incerteza do teor de umidade permanecido, o que poderá ser fruto, no futuro, de produção de toxinas altamente prejudiciais às aves.


Essa sementeira aliada ao uso de uma ração balanceada e específica para o curió, adicionando-se um mineral de qualidade, trouxe-me a convicção de estar proporcionando à minha criação uma alimentação perfeitamente equilibrada. Não basta ser uma ração de boa qualidade, como a Cede para curiós e bicudos, usada por mim, sendo necessário, também, que ela seja bem armazenada, tanto pelo distribuidor como pelos varejistas e curiozeiros, em locais secos, claros, salvos de insetos, animais predadores e aves silvestres, inclusive, rigorosamente dentro dos períodos de validade. O grande problema no uso de uma ração industrializada e balanceada é acostumar o pássaro a comê-la.


Dependerá substancialmente da criatividade do criador, que deverá se utilizar de todos os artifícios possíveis. Usando, a princípio, em pequenas quantidades, misturada a todos os alimentos, notadamente aqueles mais apreciados pelos seus curiós. Inicia-se fornecendo uma colher de café em um ovo cozido (clara e grema). Mistura-se ao mineral ou ao painço, alimento muito apreciado pela facilidade de trituração.


Depois de alguns dias, aumenta-se a quantidade. Duas colheres, por exemplo, e assim progressiva e sucessivamente. Creio que o ideal é administrá-la na proporção de uma colher de sopa, bem cheia, para um ovo cozido. Deve-se, também, fornece-la seca, em porta-vitaminas ou dedais. Como podem observar, aos pássaros adultos somente é fornecida a alimentação acima, acrescida de água no bebedouro e banheira que deixo na gaiola, no máximo, por 30 minutos.



>Período da Criação



Na ocasião da criação, além dos alimentos acima, sementes, ração seca e mineral, mas com base nos mesmo alimentos, forneço dois outros: a ração Cede, mas agora umedecida com ovo cozido. Uma colher de sopa bem cheia para cada ovo cozido (clara e gema), este passado na peneira ou espremedor de batatas. O uso de ovo tem várias razões para ser recomendado: aumenta a quantidade de proteínas, são muito bem aceitos pelas fêmeas e têm a propriedade de umedecer a ração. Talvez fosse possível administrar essa ração simplesmente umedecida com água, porém náo cheguei a esse estágio por acomodação ou porque esta outra forma esteja dando resultado. Outro alimento é a mistura de sementes para silvestres, aquela fornecida normalmente nos cochos, que umedeço com água, durante 30 a 60 minutos aproximadamente. Na água que será umedecida as sementes, o criador, se o desejar ou for de seu hábito, poderá adicionar algumas gotas de vitaminas (aminoácidos, ferro, vitamina E, etc.). O único inconveniente deste procedimento é que alguns complementos alimentares possuem açúcar ou mel, o que poderá atrair formigas. Esses alimentos umedecidos, tanto a ração como as sementes, são de uma utilidade incomparável, pois são fáceis de triturar, facilitando o trabalho das fêmeas, propiriciando mais tempo para alimentarem a si e aos seus filhotes, além de voltarem ao ninho com maior brevidade.


Quero, finalizando este item, lembrar mais uma vez aos caros amigos criadores, principalmente aqueles que se inciam, a necessidade de fornecer essa alimentação umedecida em perquenas quantidades, várias vezes ao dia, retirando as sobras ao entardecer. Elas deverão ser preparadas diariamente. Essas duas últimas providências farão com que os pássaros não se alimentem de sobras que provavelmente estejam azedas, portanto formando toxinas altamente prejudiciais à saúde das aves, como salientei anteriormente.



>Cuidados preventivos



Além desses alimentos que considero altamente equilibrado às necessidades dos curiós tenho por hábito tomar alguns cuidados preventivos. Não coloco pássaro em uma gaiola sem que ela esteja lavada e desinfetada. Anualmente procedo a uma lavagem e desinfecção do criadouro e gaiolões, inclusive, evernizando-os. Os utensílios como porta-vitaminas, banheiras, bebedouros, etc. são desinfetados quinzenalmente. Quanto aos pássaros, faço desvermifugação duas vezes por ano, antes e depois do período da criação. Providencio, também, uma vez por ano exame de fezes, tanto específico em alguns curiós, com de plantel. Dependendo do resultado fornecido pelo laboratório veterinário, procedo o tratamento do grupo específico.



>Fornecimento de vitaminas



Quanto ao fornecimento de vitaminas, tenho evitado administrá-las a não ser que perceba a carência de algum complemento, o que pode ser feito pela observação do criador, com bastante experiência, ou de médico veterinário.


Apesar dessa aparente restrição aos complementos vitaminados, tendo em vista o equilíbrio da alimentação acima referida, menciono duas que invariavelmente se fazem necessárias: o ferro, por ocasião da muda de penas e a vitamina E, no mês que antecede o início da criação.



Continua na próxima edição ...



Fonte: Revista Pássaros. Ano 10 - nº 49. pp. 09-11