sábado, 10 de abril de 2010

ANIVERSÁRIO DE 01 ANO DE FUNCIONAMENTO



Caros leitores,


Hoje completamos um ano de funcionamento deste nosso espaço, sendo que tudo começou de forma descontraída, diante da minha dificuldade com internet, sem maiores pretensões do que apenas tentar fazer um blog daquilo que mais aprecio como "hobby" nas minhas horas de lazer.


A coisa foi tomando corpo, fui evoluindo no manejo dessa maravilhosa ferramenta virtual, tentando acompanhar a vísivel aceitação do fiel público leitor que vindo das mais diversas localidades deste país e do estrangeiro, fizeram-me acreditar que este blog se transformou em pouco tempo, para nossa real e sincera surpresa, em uma "revista eletrônica" seriamente comprometida em trazer informações atualizadas aos leitores amantes da ornitologia amadora e dos torneios de canto.


No curso desse nosso primeiro ano de vida, resolvemos investir no fortalecimento de onde tudo isso se originou, no caso, o Curió Clássico & Torneios, ou seja, nos criadores amadoristas e comerciais devidamente cadastrados no IBAMA.


A eles, os criadores, que são muitos milhares devidamente cadastrados, dedico esse nosso primeiro ano de funcionamento, porque:


- Sem eles não haveria o curió legalizado, criado em ambiente doméstico, espécime da fauna ameaçada de extinção;


- Sem eles, não haveriam os milhares de curiós cantando por este país, quiçá no estrangeiro;


- Sem eles, não haveriam as entidades ornitológicas, como os clubes, associações, sociedades, federações, a confederação e seus milhares de associados;


- Sem eles, não haveriam os torneios de canto por todo o Brasil, arrastando todo final de semana, em muitos, mais de uma centena de pessoas para participar ou assistir aos eventos locais, regionais ou nacionais;


- Sem eles, não haveriam milhares de pessoas empregadas para ajudar no trato da criação;


- Sem eles, não haveria tanta confraternização e aumento dos laços de amizades, tendo em comum o interesse pela criação e o curió (na linguagem indígena, o amigo do homem);


- Sem eles, o tráfico de animais silvestres, no caso, de passeriformes da espécie conhecida vulgarmente como curió, estaria intensa por absoluta falta em ambiente doméstico, desestimulo que o traficante encontra perante a criação legalizada e que deve ser sempre incentivada pelos Órgãos Públicos encarregados da proteção e preservação do Meio Ambiente, como estratégia inteligente e economicamente mais viável de combate ao tráfico de animais silvestres;



Por isso, resolvemos investir no criador, realizando regularmente inúmeras entrevistas com criadores amadoristas e comerciais de curiós, em especial, da categoria de canto Praia Grande Clássico, trazendo a vc, caro leitor, um pouco mais de quem é aquele que muitas vezes só ouviu falar, encurtando as distâncias por esse meio virtual e, concomitantemente, fortalecendo o criador legalizado que precisa ser reconhecido como alguém especial que dedica parte de sua vida à luta pela preservação e aprimoramento desse espécime querido por milhões de brasileiros e estrangeiros.


Procuramos também manter os nossos leitores informados de tudo que acontece e esteja correlacionado com este blog por meio da coluna "SALA DE IMPRENSA - ORNITOLOGIA EM DESTAQUE".


Disponibilizamos Link's de entidades ornitológicas ou não, mas que fossem de interesse geral, assim como também numa coluna tudo que ocorre no "CAMPEONATO BRASILEIRO DE CANTO DE CURIÓ PRAIA GRANDE", com regulamentos, campeões, classificações, escalação de juízes de canto e calendário dos torneios.


Agradecemos de público aos nossos anunciantes que, acreditando na nossa proposta, confiaram os seus produtos na coluna "ANUNCIANTES", sendo eles:


1) - Revista Passarinheiros & Cia;

2) - Cabines Acústicas Guarnieri;

3) - Studio Ana Dias/Olívio;

4) - FM - Eletrônica;

5) - Criadouro Mineirinho;

6) - Tectron Eletrônica - Aparelhos para canto de pássaros;

7) - Criadouro Joca;

8) - Criadouro Pilar do Brasil;

9) - Criatório Refúgio dos Clássicos;

10) - Escola de Canto Praia Clássico - Arca da Aliança;

11) - Ninho do Curió - Criação de Curió.


Agradecemos também os 89 seguidores deste blog até o momento, e os milhares de leitores do Brasil, América do Sul, Central e do Norte, da Europa, Ásia e Japão que nos visitam regularmente, comentando ou não as postagens, mas permitindo que atualmente tenhamos mais de 72.000 visitas.


A TODOS VCS O NOSSO MUITO OBRIGADO !


OS EDITORES

segunda-feira, 5 de abril de 2010

CONSANGUINIDADE: OS BENEFÍCIOS QUE TRAZ NA CRIAÇÃO





Stéphane Vansteelant




"Utilidade e utilização da consanguinidade na criação


Muito elogiado por alguns que declaram ser esse método excelente se as linhagens são de boa qualidade, por vezes ele é execrado por outros experts. Os criadores foram por muito tempo geralmente hostis ao método da consanguinidade, muitas vezes com veemência, apesar de que muitas raças de animais foram desenvolvidas inteiramente desta forma.


A consanguinidade é um método de reprodução no qual são associados reprodutores de uma mesma família aparentados por graus mais ou menos próximos. Efetivamente, segundo uma codificação precisa, há tantos graus de paratentesco de gerações em linha direta quanto em linha colateral, remontando ao mesmo ancestral.


Assim, entre um pai e seu filho há um parentesco dito de 1º grau. Da mesma forma, o parentesco dito de 2º grau entre um avô e seu neto, mas também entre um irmão e sua irmã.


O parentesco será de 4º grau entre primos-irmãos. A consanguinidade será portanto decrescente na ordem seguinte: irmão x irmã, meio-irmão x irmã, sobrinho x tia.


A partir daí, a consaguinidade colateral é utilizada frequentemente com muito bons resultados, sob a condição de que os exemplares utilizados sejam 'de elite'. Ela permite realmente um alto grau de uniformidade no tipo e em algumas outras características.


Através da consanguinidade, pode-se concentrar nos indivíduos reproduzidos os genes de um ancestral que já tenha sido utilizado muitas vezes naquela linhagem.


A consanguinidade, também tende a separar em famílias distintas, cada uma remontando a um determinado ancestral, do qual se tenha desejado fixar as características.


Entre essas famílias é impossível praticar uma seleção familiar. A consanguinidade linear aumenta notavelmente a homozigose e o 'poder raçador'. Nós retornaremos posteriormente a estes dois pontos.


As aplicações práticas da consanguinidade linear são interessantes para se considerar. É evidente que se um certo macho produziu, com fêmeas diferentes, filhotes de qualidade superior à de suas mães, não se deve hesitar em utilizar o poder raçador deste reprodutor e fixar suas características.


Deve-se, portanto, aumentar a relação de parentesco entre seus descendentes e ele mesmo por utilização de consanguinidade em linha direta. Se o reprodutor tiver morrido, poderá ser utilizado indiretamente através de seus descendentes: nesse caso, sempre é importante aplicar rapidamente o método de consanguinidade em linha antes que a relação de parentesco entre os ditos descendentes daquele reprodutor torne-se mais baixa. Será mesmo conveniente recorrer à consanguinidade colateral entre primos-irmão.


Uma outra aplicação da consanguinidade linear é o estabelecimento de uma linhagem, problema que pode se apresentar a alguém que começar uma criação.


Para estabelecer a linhagem, é necessário inicialmente adquirir exemplares de excelente qualidade, em perfeitas condições de saúde e plenamente de acordo com os padrões da raça.


As fêmeas deverão ser acasaladas com um único macho, originando da mesma linhagem que elas, descendente portanto de um mesmo reprodutor. Esses cruzamentos permitirão a obtenção de filhotes dentre os quais se poderão selecionar os melhores.


Nos casos em que esse procedimento não seja possível, poderíamos partir de uma única fêmea como base. Ela deverá ser acasalada inicialmente comum excelente macho de uma linha de sangue diferente e depois com outro macho igualmente bom, mas com algum grau de parentesco com aquele utilizado da primeira vez.


Deveremos selecionar os melhores filhotes dessas duas ninhadas, que na temporada seguinte serão acasalados entre si e produzirão filhotes de qualidade homogênea, teoricamente muito boa.


Se após algum tempo de utilização de consanguinidade em linha aparecem sinais de que ela tornou-se muito estreita na linhagem (os sinais de alarme mais comuns são o aparecimento de indivíduos instáveis, doentes e também a diminuição da vitalidade reprodutora dos jovens exemplares produzidos), poderá ser necessário introduzir 'sangue' novo. É o chamado 'outbreeding'. A melhor maneira de fazê-lo sem danificar o trabalho anteriormente desenvolvido será procurar um reprodutor com 50% de sangue diferente.


Na prática, deveremos reintroduzir na linhagem um macho que seja filho de um reprodutor da linhagem desenvolvida por consanguinidade com uma fêmea de linhagem totalmente diferente. A consanguinidade que tende a aumentar o número de produtos homozigotos faz também aparecer todas as taras e todas as características defeituosas que por ventura existam na linhagem no estado recessivo.


Assim, quando essas características aparecem deve-se proceder a uma seleção implacável e guardar para reprodução apenas os indivíduos que tenham produzido os filhotes mais saudáveis, melhor constituídos, os mais próximos do padrão. As possibilidades de se alcançar o progresso almejado são maiores quando se utilizam para a reprodução em consanguinidade exemplares escolhidos segundo a observação do genótipo de seus descendentes, pois só assim teremos certeza de que eles possuem os genes desejados.


A porcentagem de indivíduos homozigotos aumenta dentro de uma determinada população com os acasalamentos consanguineos (lei de Hardy) na mesma proporção em que aumentam as chances da transmissão de um determinado caractere dos genitores ancestrais, macho ou fêmea.


Por uma estreita consanguinidade a probabilidade de obtenção de indivíduos heterozigotos diminui sensivelmente: eles tendem a desaparecer devido à utilização dos acasalamentos consaguineos, pois só os indivíduos subsistem enquanto se aproxima mais a homogeneidade da população.


É evidente que a consanguinidade estreita, mais ou menos incestuosa, como a indicada nos exemplos anteriormente citados é a chamada 'in and in' dos anglos-saxões, consistindo em acasalamentos entre pai e filha, filho e mãe, irmão e irmã.


O risco de aparecimento de taras recessivas é evidente o mesmo do surgimento das características desejadadas, e é isso que justifica o aforimo de lush: A consanguinidade não é crime, ela descobre o crime. As taras, os defeitos e as qualidades são condicionados por genes que, por vezes recessivos, aparecem graças à homozigose, já que estavam mascarados anteriormente pela heterozigose dos genitores ancestrais.


Utilidade e utilização da consanguinidade na criação II


Uma consanguinidade distante consiste no manejo de indivíduos pouco aparentados. O inbreeding ou cruzamento entre parentes é a aliança de dois indivíduos que estão separadodos por três a quatro degraus de parentesco. O 'line breeding' é aquele em que os exemplares acasalados estão separados por quatro ou cinco degraus de parentesco. Então, quando se fala de consanguinidade distante, significa que mais de cinco degraus de parentesco separam os reprodutores acasalados.


Os resultados da consanguinidade são sempre rápidos, contrariamente aos obtidos por simples seleção. A rapidez é mesmo chocante quando se trata de cruzamentos de 'imbreeding' repetidos.


A utilização da consanguinidade gera controvérsias há muito tempo, e o problema é pouco esclarecido devido à parcialidade dos criadores e à inexatidão dos ensinamentos tirados de experimentos e ensaios práticos. A utilização prática da consaguinidade exige certas precauções, resultantes da estrita observação de regras bem codificadas pelo Dr. Roplet, que serão apresentadas nas linhas a seguir:


*Regra 1: A consanguinidade que tende à homozigose produz a pureza, mas somente para a qualidade considerada pelo criador. Isso quer dizer que se os caracteres que o criador deseja melhorar beneficiam-se efetivamente desse método, outros caracteres não considerados irão degenerar-se. Isso pode acontecer por negligência, por escolha ou por impossibilidade material (número de casais utilizados) de eliminar os pássaros recessivos para esses caracteres secundários.


Portanto, deve-se absolutamente evitar o abandono provisório da melhoria de certos caracteres considerados como secundários e também a concentração de espécies de esforços unicamente na melhoria das qualidades primordiais, contando reverter posteriormente a situação, para então trabalhar aquilo que se tenha momentaneamente desconsiderado.


Efetivamente, se uma determinada característica é negligenciada, os indivíduos criados não mais a portarão, por resultado da homozigose (lei de Hardy) e não será mais possível reintroduzi-la, exceto pela infusão de 'sangue novo' que, invariavelmente, provocará a destruição de todo o trabalho já realizado.


Há evidentemente necessidade de considerar-se numerosas características, uma vez que ocupando-se unicamente de trabalhar as qualidade de tipo (melanina), podem ser pioradas outras características (forma, lipocromo, etc .).


*Regra 2: Os efeitos nocivos da consanguinidade podem ser decorrentes da heterozigose, sempre devido a cruzamentos em 'outbreeding' nas gerações anteriores.


Paradoxalmente, a consanguinidade aumenta nesse caso a variabilidade e a frequência do aparecimento de características indesejáveis, mas o grande erro seria voltar aos acasalamentos com outros indivíduos portadores de uma variabilidade de caracteres ainda maior.


O único remédio consiste na continuação de uma consanguinidade estreita com seleção rigorosa dos recessivos e sua eliminação da reprodução.


Na prática, a aplicação da consanguinidade em cruzamentos com linhagens estranhas (outbreeding) prodruz indivíduos com características indesejáveis. Portanto, a única solução é continuar a usa a consanguinidade.


Pode-se concluir daí que a consanguinidade é muito mais vantajosa e benéfica curto tempo se praticada com exemplares já relativamente aparentados ao invés de uma população com linhagens diversas.


Podemos inferir que o criador terá o maior interesse em testar a descendência para evitar a heterozigose. O resultado será uma produção de grande homogeneidade, com alta porcentagem de indivíduos de boa qualidade. Esses indivíduos serão quase idênticos e formarão facilmente quartetos de muita harmonia.


*Regra 3: Não se deve jamais utilizar reprodutores inferiores ao ideal desejado pelo criador.


A consanguinidade não traz bons resultados quando a frequência genética de uma características desejada é baixa. É claro que o criador busca fixar essa característica favorável.


Ele deve, portanto, fazer acasalamento entre famílias aparentadas, até que produzam um número suficiente de indivíduos excelentes para, só então, começar a utilizar a consanguinidade planejada.


O número de indivíduos excelentes deverá ser grande, porque sempre haverá muitos exemplares de fenótipo inferior para se eliminar.


Durante as quatro ou cinco primeiras gerações, deve-se acompanhar cuidadosamente não a qualidade particular de um único indivíduo, mas sim a qualidade dos melhores exemplares, que serão os únicos utilizados como reprodutores.


*Regra 4: Não se deve nunca utilizar exemplares defeituosos (homozigotos recessivos para uma determinada característica indesejável), uma vez que o acasalamento de dois pássaros defeituosos produzirá com certeza apenas indivíduos defeituosos, e não se poderá jamais voltar à dominância heterozigótica sem 'outbreeding'.


Por outro lado, a obtenção de uma característica dominante homozigota dispensa a seleção posterior de tal característica.


*Regra 5: É desejável que os criadores trabalhem em estreito acordo, em parceria mesmo, cada um selecionando linhagens diferentes mais de características igualmente boas.


O desenvolvimento simultâneo de várias linhagens é efetiva garantia contra a involuntória mais inevitável perda de genes resultante da consanguinidade.


Poder introduzir um macho ou fêmea de excelente qualidade nessas diferentes linhagens permitirá a superação de eventuais problemas, assim como evitará chegar-se a um impasse definitivo.


Por outro lado, coisa muito comum na criação, a data da separação de diversas linhagens não é nunca muito antiga, e facilmente podemos perceber que muitos exemplares em nossas criações têm ancestrais comuns, provenientes de um criador líder na época da aquisição do plantel.


Desta forma, se o criador não praticou continuadamente o 'outbreeding', a impureza resultante dos acasalmentos de exemplares de diferentes linhagens não será jamais muito grande ou muito grave, a sim como os cruzamentos com pássaros estranhos não produzirão pertubações muito importantes.


Utiliza-se, portanto, a consanguinidade quando se deseja produzir exemplares muito próximos daqueles que admiramos.


Desta forma, aumenta-se o coeficiente de parentesco que naturalmente seria reduzido à metade a cada geração, se não utilizarmos a consanguinidade.


Além disso, a consanguinidade apresenta uma enorme vantagem que justamente vem sendo desconsiderada pelos criadores há muito tempo: ela ajuda na seleção de genes desfavoráveis, ao fazer aparecerem indivíduos portadores dessas características.


Essa concentração de características indesejáveis em determinados indivíduos facilita a sua eliminação: basta retirar da reprodução esses exemplares. O ideal seria que um filhote de cada ninhada acumulasse todos os defeitos.


A consanguinidade permite igualmente a formação de famílias distintas, oferecendo-nos assim a possibilidade de uma seleção mais severa que aquela feita entre indivíduos quaisquer, sobretudo quando consideramos as características de difícil transmissão.


A consanguinidade permite, enfim, testar o valor hereditário de um macho [b] 'raçador' [/b].


O teste da consanguinidade incestuosa serve como prova e constitui o teste mais rigoroso do valor hereditário de um macho. Esse é o maior mérito de um macho. Esse é o maior mérito do método, permitir a criação de indivíduos fortemente homozigotos, qualificados como 'raçadores'.


O poder raçador de um reprodutor é a capacidade de imprimir em seus descendentes características tais que os façam parecer-se com seus pais e entre si, mais que o normal.


Utilidade e utilização da consanguinidade na criação III


Em zootecnia, é comum designar-se pelo termo 'hereditariedade unilateral' o fato de um produto parecer-se unicamente com um de seus pais.


Apenas um dos seus ascendentes transmitiu as características visíveis. Tudo se passa como se esse ascendente agisse sozinho, como se o produto fosse fruto unicamente de seus genes, quase um clone.


Um reprodutor que possua essa qualidade é evidentemente um excelente raçador, possuindo a capacidade de transmitir suas características a toda sua descendência, sendo chamado por isso de um marcador de linhagem.


Em contrapartida, alguns exemplares que brilham nos concursos, apesar de belos, não passam de reprodutores medíocres.


A qualidade de 'raçador', como bem define o Prof. Jean Blain, não é outra coisa senão a posse, por um reprodutor, de caracteres dominantes que se transmitem na primeira geração. É capacidade à qual se deve saber atribuir limitações e que a simples seleção não permite manter.


Se a consanguinidade não for utilizada,não há qualquer razão, segundo o Prof. Blain, para que as características dominantes continuem a aparecer na totalidade dos sujeitos da segunda geração.


Se as boas características de um raçador persistem após várias gerações pode-se dizer que os sujeitos portadores de caracteres recessivos não considerados foram eliminados.


Como nós vimos, é melhor usar a consanguinidade estreita a partir de um bom reprodutor que a consanguinidade distante a partir de um reprodutor médio.


Na prática, não existem reprodutores que transmitem apenas suas características, mas há reprodutores que possuem características que se impõem.


Reportando-nos às leis de Mendel, o abecedário da criação, é fácil constatar que um reprodutor que possua caracteres dominantes em dose dupla (homozigose) os transmitirá obrigatoriamente à sua descendência, ao passo que um reprodutor que possua esses mesmos caracteres em dose simples (heterozigose) os transmitirá a apenas 50% de seus descendentes.


Basta que o número de filhotes seja pequeno, para que o acaso faça com que nenhum deles se pareça com seu pai heterozigoto.


De tudo que foi visto até aqui, podemos afirmar que as diversas causas do poder 'raçador' de um indivíduo são:


* a homozigose - se o reprodutor for homozigoto, ele produzirá apenas genes que nós selecionamos. Portanto, o poder 'raçador' é diretamente proporcional ao número de genes desejáveis para os quais o pássaro é homozigoto.


* a dominância - um descendente que receba um gen dominante exteriorizará apenas o efeito desse gen. Portanto, o valor reprodutor será máximo se todos os genes desejáveis forem dominantes, e em estado de homozigose.


* a epistasia - fenômeno pelo qual um determinado caractere depende de uma combinação de vários genes que individualmente produziriam um efeito nulo ou defeituoso. Normalmente, essa combinação epistática tende a rarear a cada nova geração, e portanto a consanguinidade linear permite aumentar sua probabilidade de acontecer.


O valor de poder 'raçador' de um indivíduo é função dos acasalamentos praticados. Os defeitos são frequentemente devidos a genes recessivos, e um reprodutor 'raçador' pode possí-los em heterozigose.


Em caso de acasalamento com outro exemplar qualquer, aparentemente não defeituoso, mas igualmente heterozigoto para o defeito considerado, esse defeito poderá manifestar-se como em qualquer outro acasalamento entre pássaros heterozigotos.


Enfim, o poder 'raçador' é transmissível apenas naquelas características concernentes à dominância. A homozigose de um macho reprodutor não se repetirá em seus filhos, a não ser que as fêmeas com as quais for acasalado também sejam homozigotas para as características desejadas.


Conclui-se que um alto grau de homozigose só pode ser obtido após numerosas gerações sucessivas, e pode ser facilmente destruído por um único cruzamento em 'outbreeding'.


Vemos, portanto, que na criação deve-se buscar um equilíbrio entre as características procuradas e as indesejáveis, este equilíbrio depende da habilidade do criador e de seus conhecimentos, mas depende também do seu 'capital inicial' e em particular da abundância, de genes indesejáveis.


Em fim, o criador deve preservar esse equiíbrio reservando-se o direito de recorrer a outras linhagens consanguineas, para corrigir eventuais problemas e para reintroduzir genes favoráveis perdidos em sua própria linhagem, devido a erros de manejo ou a situações imprevistas.


É conveniente lembrar que fundar uma linhagem é praticar a consaguinidade 'in' e 'in'. Perpetuar uma linhagem, fixar um novo caractere ou melhorar uma raça decorrem da prática de uma consaguinidade mais ou menos estreita, que não se deve hesitar em usar.


O coeficiente de consanguinidade a paritr do qual começa o perigo é função do objetivo, da exatidão dos testes, da abundância dos genes indesejáveis, da porcentagem de eliminação possível, da velocidade de reprodução e das habilidades do criador.


A consanguinidade ajuda na seleção contra os genes desfavoráveis ao fazê-los aparecer, e ao permitir a eliminação dos exemplares que os possuam. Se o número de genes recessivos é muito grande, a consanguinidade revelar-se-á impossível e a seleção não poderá ser levada a seu termo, uma vez que não será possível alcançar o objetivo desejado.


O criador de animais, qualquer que seja a espécie ou raça, deve convencer-se de que não há seleção possível ou válida sem consanguinidade, assim como não há consanguinidade benéfica sem seleção.


A produção é uma arte sutil que exige competência e habilidade, paciência e dinamismo, e também um permanente questionamento.


Finalmente, é de uma judiciosa utilização da seleção, da consanguinidade e do 'outbreeding' que depende o desenvolvimento de cda raça de pássaros que criamos, fazendo-nos incansáveis pesquisadores/criadores, permitinho a nós, humanos que somos, reencontrarmo-nos e desenvolvermos calorosas relações de amizade.


Editado por Ivan de Sousa Neto


Fonte : Revista Brasil Ornitológico - Publicada pela FOB - Federação Ornitológica Brasileira."


Fonte secundária: Revista Pássaros - Canaricultura & Ornitologia. Ano 12. nº 63. 2007. pp.24-9

sexta-feira, 2 de abril de 2010

CABINES ACÚSTICAS


Boa noite, como muitos que me conhecem sabem, sou adepto do uso racional de cabines acústicas para a muda de penas dos meus curiós, educação e correção auditiva no trabalho de encarte de canto nos filhotes, bem como para o próprio manejo em ambientes em que se concentram mais de um curió clássico.


Atualmente dispomos em casa de duas cabines, e na MEC - Maruc Escola de Canto estão concentradas num ambiente seis cabines, duas destas recentemente instaladas, e em outro, do nosso parceiro, outras três, estas utilizadas no prosseguimento do trabalho de encarte pelo sistema "withdrawn".

Encontramos esse artigo abaixo do nosso amigo Edilson Guarnieri, publicado na Revista Passarinheiros & Cia (nº 26, pp. 34-5) de nossa coleção, e por acharmos ele pertinente, sempre atual e com informações de suma importância para conhecimento geral, tomamos a liberdade de trazê-lo à colação, afinal, recordar é viver. Confiram !!!

"PROTEÇÃO E VITALIDADE PARA O CANTO DE SEUS PÁSSAROS


Isolamento acústico garante muito mais que a qualidade de canto de sua ave, assegura também a saúde e o bem estar de sua criação.


A sensibilidade de aves, que possuam canto clássico, é muito grande. Para fazer com que ela chegue a um estágio semelhante ao apresentado num CD, é muito trabalhoso e difícil.

A receita começa a partir de matrizes que tenham excelente linhagem genética e que sejam transmissoras dessa linhagem para toda sua prole, isso num esquema de criação no qual sejam dispensados cuidados extremos às aves, estando o criador sempre atento ao que os filhotes vão ouvir, dentro do criatório, durante todo o processo de desenvolvimento e crescimento.

Depois de tudo isso a atenção continua, para que os filhotes não escutem os sons uns dos outros e não sofram influênciais de outras aves. Com todos esses procedimentos, o criador aumentará bruscamente as chances de ter uma ave que apresente uma boa qualidade de canto porém, ainda assim, isso é muito raro acontecer.

A manutenção do canto desse pássaro é um trabalho constante. Para preservá-la o tratamento deve ser minucioso, pois qualquer vacilo, pode atingir em cheio o canto clássico e ele pode ser perdido rapidamente. Isso se dá porque a ave aprendeu um canto fabricado e reproduzido eletronicamente e esse aprendizado foge às suas origens o que faz com que ao menor contato com um indíviduo de sua própria espécie, ela possa ser identificar com o mesmo e apresentar uma tendência àquele canto.

Essa teoria foi comprovada cientificamente por meio de um 'gen' no cérebro da ave chamado ZENK, que reage ao escutar um indivíduo da mesma espécie, com dialetos diferentes ou não.

'CABINE ACÚSTICA GARANTE MUITO MAIS A QUALIDADE DO CANTO'


Existem períodos críticos no aprendizado do canto, nos quais as janelas de aprendizado do cérebro da ave, ficam abertas. Esses períodos dizem respeito aos primeiros 60 dias de vida e à fase pós muda que antecede a época da reprodução.

O pássaro que aprende a cantar, em algum momento de sua vida se deixa dominar pelo CD, depois pode até querer dominá-lo, mas sem a submissão não há o aprendizado. Existem pássaros que devido a uma grande valentia querem ensinar e dominar o CD, dificultando assim o aprendizado.

De modo geral, quando as aves entram e quando elas saem da muda de penas é que são dominadas com o CD, isso acontece pela própria falta de força para o canto devido ao fato de não estarem no período de reprodução e pela baixa na taxa de testosterona (hormônio masculino da reprodução), daí a eficiência do aprendizado de canto.

Os pássaros, principalmente ao sair da muda, começam a cantar baixinho e sem força. Neste momento é fundamental que a ave esteja isolada para que escute somente o CD, para que com mo passar do tempo, com o aumento da taxa de testosterona ela venha a cristalizar o canto já gravado em seu cérebro.

Um estudo do cientista argentino Fernando Noteboon mostra a capacidade que as aves têm para produzir novos neurônios-NEUROGÊNESE, o que não ocorre com os seres humanos, pois quando os nossos neurônios morrem, esse processo não pode ser revertido.

A neurogênese das aves ocorre anualmente na época pós muda de penas, quando a testosterona está em baixa, num gráfico de ascensão para a época de reprodução. Daí com o nascimento de novos neurônios, pode se concluir que uma parte da memória da ave foi apagada e um novo espaço foi aberto para ser ocupado por um novo dialeto.

Com todas essas informações, conclui-se que o isolamento acústico da ave é extremamente importante, inclusive no período pré e pós muda de penas, períodos estes que são importantes para o aprendizado e para a preservação do canto clássico. Sem contar a segurança proporcionada à ave em se tratando de mudanças bruscas de temperatura e de ventos frios que acabam fazendo mal à saúde do pássaro.

Esperamos que com essas dicas tenhamos ajudado todos os apreciadores do canto clássico, canto este, tão cobiçado por todos nós.

Maiores informações sobre utilização das cabines


Edilson Guarnieri

(11) 2693.7390 e (11) 9203.7795 cel."

AGRADECIMENTO ESPECIAL AO DR. JORGE BELUT


Bom dia, se há uma coisa que todo ser humano gosta, é de ser reconhecido pelo seu trabalho, ainda mais quando não atua com esse propósito.


Hoje, reservamos este pequeno espaço para fazer esse reconhecimento de público ao Dr. Jorge de Jesus Belut (jjbelut@ig.com.br ou Tel.: 14-3732.2238), Médico Veterinário que exerce a sua atividade há mais de 20 anos na Cidade de Avaré/SP (Clínica Veterinária - Rua São Cristóvão, 139 - CEP: 18705-470 - AVARÉ - SP), sendo conhecido de renomados curiozeiros e bicudeiros, enfim de inúmeros passarinheiros pelo seu trabalho com Aves e Passeriformes.


Faço isso, porque de forma totalmente desprendida, com a intenção real de ajudar dentro de suas possibilidades, sem me conhecer pessoalmente, deu toda a assistência possível para que um filhote de curió voltasse a ter a sua vida normal após cerca de 30 dias de tratamento, sendo que chegamos a pensar que não teria como ser recuperado.


Esse filhote de curió teve um problema neurológico que afetou a coordenação motora e, em consequência, o seu equílibrio, passando a ficar no fundo da gaiola com os dedos dos pés fechados como se estivessem atrofiados, embora o visual, no mais, fosse de alguém com saúde.


Com a sua sensibilidade, orientação e experiência profissional, contando com o nosso acompanhamento diário, foi possível a sua plena recuperação de tal forma que atualmente se encontra na regular muda de penas de pardo para pardo com plena saúde.


MUITO OBRIGADO !


O Editor


segunda-feira, 29 de março de 2010

ENTREVISTA: CRIATÓRIO MISTER M

Foto: Da esquerda para direita, Carlos Pinho & Jr. Caran

Olá, hoje trazemos aos nossos amigos leitores a entrevista com o Criatório Mister M dos criadores Carlos Pinho de Almeida e Jr. Caran, nos respondendo o Pinho, tido por muitos um dos ícones da criação de curió que, depois de muitos anos em São Paulo, atualmente reside em Três Lagoas no Mato Grosso do Sul. Confiram abaixo:



CC&T - Quando começou a criar? Iniciou logo com curiós ou não? É criador amadorista ou comercial? Há quanto tempo?




CP - Comecei com Canário da Terra, Azulão e Coleira Papa-Capim. Meu Avô tinha um curió muito bom e eu era doido por ele, passava horas a observar e ouvir o seu canto. Certa vez fui com meu pai à casa de um amigo, por nome de Sr. João Carapina. Ele tinha em sua residência muitos curiós mateiros bons, como ele também gostava de Azulão foi fácil a troca, desde então, acabei com todos os outros pássaros e me dediquei a criar curió, como o tempo e o homem não param, logo descobri os curiós “Praianos” como se dizia na época, foi pura paixão e tenho neles o meu hobby. Somos criadores amadores, pois já estamos há 40 anos criando e ainda não sabemos quase nada.




CC&T - Descreva para nós como é a estrutura do seu criadouro/criatório, no que diz respeito a compartimentos da criação, ou seja às suas instalações propriamente ditas ?


CP - Tenho 4 ambientes, um para os machos fora do local de criação, e dois para criações, sendo um para fêmea aprontando, outro para fêmeas com seus respectivos filhotes e por último o de encartes de canto dos filhotes machos.



CC&T - O seu plantel é formado por quantas fêmeas e machos?


CP - Aproximadamente umas 50 aves entre Machos, Matrizes e filhotes, sendo que, algumas se encontram emprestadas com alguns amigos criadores. Quanto aos machos, estamos trabalhando com 6 curiós.




CC&T - Geneticamente falando, qual a base da raça com que trabalha?


CP - Gosto muito e venho há alguns anos com as Famílias de Maravilha, Soberano, Xodó, Mira e Matuto.




CC&T - A sua criação é voltada exclusivamente ou não para curiós Praia Grande Clássicos?


CP - Exclusivamente para canto Praia Grande Clássico. Mas companheiros, ai começam os problemas, rsrsrs...



CC&T - Conte para nós como se dá o seu trabalho de vetorização de canto, englobando a questão de CD, ambiente, falante e o manejo propriamente dito?


CP - Trabalho com minha experiência em encartes, de maneira que o Filhote tenha uma liberdade limitada e que venha ter no convívio familiar sua evolução como um “Ser que Deus na sua infinita bondade nos deu a guarda”. Tenho gravação original do Ana Dias personalizado, quanto aos alto-falantes uso Mid-Ranger 90 W // Novik, há aproximadamente uns 30 anos com resultado satisfatório, no que venho recomendando a muitos amigos curiozeiros.



CC&T - O desmame vc costuma realizar com que idade do filhote?


CP - Após 40 dias ou mais, dependendo do filhote, nós apartamos os machos, que vão para seus respectivos lugares de encartes. Se você cria um filhote para encarte de canto Praia Grande Clássico, logo você quer um com toda saúde. Minha opinião é de que, não precisa pressa, quanto mais a mãe tratar melhor. Só tiramos uma ninhada por vez, sendo assim, você não corre o risco de cruzar a fêmea com a cria ao pé e não ter a contrariedade de ver filhotes quebrando ovos, nem de ver os filhotes chorarem por falta de alimentação, um filhote bem criado, sem traumas será um campeão de canto e com certeza um futuro raçador.



CC&T - Quando normalmente vc começa e para de criar a cada temporada?


CP - Nós criamos nos meses de Novembro, Dezembro e Janeiro.



CC&T - Nos fale algumas de suas principais fêmeas e galadores, bem como se possível as suas ascendências?


CP - Eu estou há muitos anos criando e formando um banco genético muito especial, tenho por algumas “Famílias” um enorme apreço. Exemplos como Maravilha, Soberano, Xodó, Mira, Monte-Negro, Monte-Rey, Matuto e muitas outras raças que deram ótimos resultados.



CC&T - Tem algum curió da sua criação que já tenha sido revelação? Em caso positivo cite para nós o seu nome, genética e eventual conquista?


CP - Tive vários curiós de Canto Praia Clássico, não vou citar nomes e nem conquistas, não vem ao caso, ficaram pelos caminhos da vida, alguns deles primeiros, outros segundos e terceiros. Mas que não cantaram e se perderam, foram muitos, rsrsrs...



CC&T - Como criador regularmente cadastrado no IBAMA, seja amadorista ou comercial, mas preservacionista por excelência, vc tem enfrentado algum tipo de problema no relacionamento com a Autarquia?


CP - Não, sempre me trataram muito bem.



CC&T - O que pode sugerir para aqueles que estão começando ou pretendendo começar a criar curiós?


CP - Nas reuniões de confraternização de passarinheiros sejam contidos e prudentes. Quando forem adquirir um curió, que seja de amigos. E quando for fazer um negócio, se desfazer de algum pássaro que veja no outro um irmão.



CC&T - Quais são as suas últimas palavras que gostaria de dizer para os nossos leitores?


CP - Pior que a convicção do não, é a incerteza do talvez e a desilusão de um “quase”. É o “quase” que incomoda, que nos entristece, trazendo tudo que poderia e não foi. Quem “quase” comprou um curió macho ou uma fêmea ? Quem “quase” acasalou o curió que “quase” cruzou ? A Fêmea que “quase” aprontou, que “quase” botou, que “quase” chocou e por muito pouco “quase” criou. O pardo que “quase” encartou, que “quase” não repete, que “quase” ficou com o primeiro lugar e que “quase” foi Campeão dos Campões. Não é que a fé mova a montanha, é que nem todos os curiós estão ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente a paciência, porém preferir a derrota previa à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vá à luta e tenta novamente, se “quase” não deu certo esse ano, ano que vem faça outra vez, não deixe que o medo do “quase” o impeça de recomeçar e de realizar o sonho de ter o grande Campeão.



Forte abraço a todos,



Carlos Pinho de Almeida & Jr. Caran

cpinhodeameida@yahoo.com.br

sábado, 20 de março de 2010

ENTREVISTA: CRIADOURO MORADAS DO JATAÍ


Olá, hoje, como prometido, apresentamos aos nossos amigos leitores a entrevista com o criador Carlos Alberto Pereta de Andrade, conhecido no meio dos curiozeiros como Carlinhos, do Criadouro Moradas do Jataí (http://www.criadouromoradasdojatai.com.br/) que fica localizado na bem situada cidade de Caçapava/SP, localizada na microrregião de São José dos Campos, fica há 109 km de São Paulo e 301 km do Rio de Janeiro. Detentor de genéticas refinadas e conhecidas pelos resultados, nos apresenta a sua linha de atuação em breves palavras abaixo. Confira !



CC&T - Quando começou a criar ? Iniciou logo com curiós ou não ? É criador amadorista ou comercial ? Há quanto tempo ?


C - Iniciei minha criação em Agosto/2007. Sim, iniciei com curiós, sou criador amadorista há 4 anos.


CC&T - Descreva para nós como é a estrutura do seu criadouro/criatório, no que diz respeito a compartimentos da criação, ou seja às suas instalações propriamente ditas ?


C - São 5 ambientes ,8 estúdios e 15 cabines .


CC&T - O seu plantel é formado por quantas fêmeas e machos ?


C - 60 fêmeas e 12 machos.



CC&T - Geneticamente falando, qual a base da raça com que trabalha ?


C - Matuto, Guardião, Xodó, Curumim , Soberano e Curitiba.



CC&T - A sua criação é voltada exclusivamente ou não para curiós Praia Grande Clássico ?


C - Sim, para curiós Praia Grande Clássico.



CC&T - Conte para nós como se dá o seu trabalho de vetorização de canto, englobando a questão de CD, ambiente, falante e o manejo propriamente dito ?


C - Na sala de aprontamento das fêmeas sempre existe um curió de canto clássico. Esse ano usei o Chanel, as fêmeas são galadas e ficam com os filhotes até 5 dias nesse ambiente. Depois vão para a maternidade e ficam escutando o selo prata 30 anos, e também coloco o Lual do Vale e o Garantido para cantar para os filhotes.



CC&T - O desmame vc costuma realizar com que idade do filhote ?


C - Com 35 a 40 dias.



CC&T - Quando normalmente vc começa e para de criar a cada temporada ?


C - Em agosto.



CC&T - Nos diga algumas de suas principais fêmeas e galadores, bem como se possível as suas ascendências ?


C - Femêas:


74 (Pavaroti x Esmeralda)
Baby (Guardião 20xXodó Velha)
Sonia (CurumimxSafira)
Izilda ( Matuto67 x 26)
Latifa ( Guardiãox Xodó velha)
Soledade ( Matuto 2 x Curumim 30)
100 ( Pavarotix Xodó) e outras.

Galadores:


Brasileiro ( Matuto x Brasileira)
Soberano 35 ( Soberano 306 x Maninha)
Curitiba (raça do sul)
Reizinho ( Matuto 2 x 56)
Chanel ( Matuto 67 x 70 A)
Teté ( Matuto 109 x Gideona) e outros.


CC&T - Tem algum curió da sua criação que já tenha sido revelação ? Em caso positivo cite para nós o seu nome, genética e eventual conquista ?


C - Sim. Curió Príncipe do Vale, grande repetidor de propriedade do Lua, terminou em 4º lugar no Campeonato Brasileiro 2008, no Pardo com Repetição.


Curió Pirata, pardo de altíssima repetição chega a alcançar 38 samaritás,proprietário Salvador /Taubaté, que foi campeão no Torneio do Interior Cubivale/Taubaté em 2008.


Curió Brilhante, pardo filho do Reizinho, proprietário Fernando Bandeira, 3º lugar Pardo c/Repetição no Campeonato Brasileiro 2009.


Curió Junior, filho do curió Teté x Soberana, proprietário Lua, terminou em 2º lugar no Pardo c/Repetição no Campeonato Brasileiro 2009, e também em 3º lugar no torneio dos campeões em 2008 e o Princípe do Vale em 2º lugar.


O último destaque tem sido o primeiro filho do Brasileiro, curió de muita qualidade de canto, proprietário Eduardo, de Monte Sião-MG, que abriu canto um pouco atrasado motivo este de não haver participado do último torneio 2009.


CC&T - Como criador regularmente cadastrado no IBAMA, seja amadorista ou comercial, mas preservacionista por excelência, vc tem enfrentado algum tipo de problema no relacionamento com a Autarquia ?


C - Nunca tive nenhum tipo de problema, pois procuro criar de acordo com as normas.



CC&T - O que pode sugerir para aqueles que estão começando ou pretendendo começar a criar curiós ?


C - Adquirir matrizes de genética forte e procurar sempre adquirir de pessoas idôneas.



CC&T - Quais são as suas últimas palavras que gostaria de dizer para os nossos leitores ?


C - Gostaria de agradecer as pessoas que conhecem e confiam no meu trabalho e que mantém curiós da minha criação,espero que tenham sorte no encartamento e que as fêmeas sejam ótimas criadeiras, aproveitando também para convidar os que não conhecem e gostem de curiós para que conheçam meu site, WWW.criadouromoradasdojatai.com.br.


Forte abraço a todos,


Carlos Alberto P. de Andrade





Carlinhos:(12) 8141.1100(celular)

(12) 3681.2234(Horário Comercial)

(12) 3655.2559 (Residência - após as 18:00hrs)

PAELLA DO LUA 2010


Olá,



Recebemos hoje um telefonema do nosso amigo Lua (Luis Carlos Escalante) pedindo que dê ampla publicidade à PAELLA que irá organizar.



Como nos últimos anos, estaremos presentes nesta bela festa de confraternização e degustação da já famosa PAELLA DO LUA, com a presença de pessoas de várias partes do nosso país, curiozeiros, bicudeiros, passarinheiros ou não, mas todas com o fim de reencontrar amigos e conhecer novos, sempre num verdadeiro show de organização num ambiente amigo, em regra, com sorteios de vários produtos que dizem respeito a ornitologia.



Já tivemos a presença de ilustres personalidades, como o nosso amigo Roberto Rivelino, dono do Curió Halley e famoso craque de futebol que integrou a seleção brasileira de futebol campeã do mundo, bem como outras que poderão estar presentes num ambiente descontraído, mas com total segurança para os participantes e seus veículos, feito por corpo próprio e especial de seguranças, sendo que a do ano passado teve uma participação aproximada de 500 pessoas num espaço que permite a aglomeração de próximo do dobro de participantes.



PAELLA será no dia 23/05/2010.



LOCAL: Vale do Curió - Rua - Madeirense, 220 Jaraguá



CONVITES: R$ 60,00



VAGAS: LIMITADAS



INFORMAÇÕES: (011) 7203-0869 com Lua.





PARTICIPEM ! DIVULGUEM ! PRESTIGIEM ! COMPAREÇAM !